Quando necessária, a cesariana pode prevenir a mortalidade materna e neonatal. Até 2015, a Organização Mundial da Saúde indicava que a proporção dessa operação na população deveria ficar entre 10% e 15%. Desde lá, a OMS não preconiza taxas ideais, mas afirma que, quando o indicador ultrapassa 10%, não há evidências de redução da mortalidade.
A entidade diz, ainda, que o aumento no número de cesáreas pode ser prejudicial, já que o procedimento está associado a riscos à saúde da mulher, da criança e a gestações futuras.
Nesse sentido, é preocupante que o Brasil esteja entre os países com as maiores taxas de cesariana do mundo. Em 2023, segundo dados do Ministério da Saúde, 59,6% dos partos foram cesáreas, ante média mundial de cerca de 20%, de acordo com a OMS.
Estudo da Unicef divulgado na segunda-feira (13) mostra que 7 em cada 10 mulheres no Brasil preferem o parto vaginal (normal) no início da gravidez, mas acabam escolhendo a cesária ao final. Entre as causas está o medo da dor, agravado pela falta de garantia de anestesia.
De 2022 a 2025, só 8,6% das parturientes em hospitais públicos receberam anestesia no parto normal, ante 32% na rede particular, segundo relatório da Fiocruz.










