Para Santos, o governo brasileiro não dispõe de recursos para custear um programa dessa magnitude sem ampliar a carga sobre os contribuintes Renan Santos (Missão), pré-candidato à Presidência — Foto: Luiz Rebelato/Divulgação O pré-candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, criticou a proposta do adversário do PL, Flávio Bolsonaro, de distribuir celulares gratuitamente para mulheres e idosos. Segundo Santos a medida é financeiramente inviável e, com isso, o senador utiliza de “promessas assistencialistas”, assim como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Leia mais “Isso vai custar mais a R$ 100 bilhões todos os anos [...], cada celular custa mais de mil reais. A gente está falando de bilhões e o governo brasileiro não dispõe de dinheiro para isso. Naturalmente ele [Flávio] está mentindo, ele está adotando a mesma prática populista do Lula de querer ficar dando as coisas de graça para os outros, enquanto aumenta os impostos para o resto da população”, disse Renan em vídeo divulgado nesta sexta-feira (17). As declarações de Santos foram realizadas um dia após uma transmissão ao vivo feita por Flávio nas redes sociais, onde o senador falou desse projeto de inclusão digital para mulheres e idosos. O pré-candidato do PL afirmou que conversou com operadoras de telefonia sobre a possibilidade de garantir acesso gratuito para esses grupos e que o projeto poderia alcançar mais de 70 milhões de mulheres em todo o país. Para Santos, o governo brasileiro não dispõe de recursos para custear um programa dessa magnitude sem ampliar a carga sobre os contribuintes. “O governo não tem dinheiro para fazer isso. Se promete algo dessa dimensão, está vendendo uma ilusão para a população”, reiterou. O pré-candidato do Missão também defendeu que o foco das políticas públicas deve ser o aumento da produtividade da economia, por meio da redução de impostos, da queda dos juros e da implementação de reformas estruturais, em vez da criação de novos programas de distribuição de bens. “O Brasil precisa de gente corajosa para falar: ‘não tem dinheiro para fazer isso’ e nem é correto fazer isso", declarou. Santos, que na pesquisa mais recente da Quaest para presidente aparece em quarto lugar no primeiro turno, com 3%, já havia afirmado no mês passado que uma das diferenças dele para outros presidenciáveis da oposição é que ele não aceita "passar pano" para Flávio. Apesar disso, disse estar aberto para o diálogo com Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), caso “faça sentido” uma eventual aliança.
Flávio ‘vende ilusão’ ao prometer celulares para população, diz Renan Santos
Para Santos, o governo brasileiro não dispõe de recursos para custear um programa dessa magnitude sem ampliar a carga sobre os contribuintes









