Pré-candidato do Missão afirma que adversário faz país passar vergonha internacional Renan Santos, pré-candidato do Missão à Presidência da República — Foto: Reprodução/Partido Missão O pré-candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, também criticou a postura do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, durante reunião com embaixadores, na terça-feira (21). Para Santos, o adversário “está se autossabotando” ao atacar o sistema eleitoral brasileiro e ao “nos fazer passar vergonha internacionalmente”. “O mundo trata o sistema eleitoral brasileiro como um sistema não só funcional, mas democrático, e um sistema que pode ser de inspiração para outros lugares que têm eleições mais lentas. Não é que ele não precise de melhora, ele sempre precisa de melhora, mas o que ele ganha fazendo isso?”, questionou em vídeo divulgado nesta tarde. Renan disse acreditar que o adversário pode prejudicar a própria candidatura com esse tipo de comportamento. “Será que ele quer tirar a candidatura dele? Será que, no fundo, ele está se autossabotando, imaginando que tem outros problemas que podem levar a não ganhar a eleição?”, cogitou. Antes de Renan Santos, lideranças do PT e o também pré-candidato Ronaldo Caiado (PSD) reagiram às declarações de Flávio. Sob reserva, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também manifestaram contrariedade. Nessa terça-feira, Flavio pediu aos embaixadores que seus países enviem "a maior quantidade de observadores possível" para acompanhar as eleições deste ano no Brasil. Em evento promovido pelo portal The Brazilian Report e pela agência Novo Selo, em Brasília, Flávio destacou que as urnas eletrônicas usadas no Brasil "têm a mesma origem" das urnas fabricadas pela empresa Smartmatic. Essa alegação, entretanto, foi desmentida pelo TSE em 2020. A companhia é acusada pelo governo dos Estados Unidos de envolvimento em um esquema de fraude nas eleições da Venezuela. Em nota, Flávio negou que tenha feito ataques às urnas. “Em sua fala, o pré-candidato se limitou a relatar dois fatos públicos e amplamente divulgados pela imprensa: 1) o fato originalmente gerador da inelegibilidade de seu pai, Jair Bolsonaro (uma notória reunião com embaixadores); 2) um relatório recentemente divulgado pela CIA, a respeito de fraudes nas eleições venezuelanas”, afirma. “Em sua fala, que é brevíssima neste ponto, o pré-candidato Flávio Bolsonaro afirma expressamente que ‘não está questionando o sistema de votação brasileiro’ e exorta os diplomatas ali presentes a mandarem o maior número possível de representantes em missões de observação internacional”, justifica a nota.