Duas mulheres que acusaram o procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, de abuso sexual falaram pela primeira vez sobre o caso na quinta-feira (16).

Em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN, uma advogada identificada apenas pelo primeiro nome, Sarah, disse ter sofrido diferentes tipos de abuso. "Era como se os limites estivessem sendo invadidos gradualmente –não apenas fisicamente, mas também emocionalmente."

Ela, que trabalhava para Khan, afirmou que, durante uma viagem oficial à Colômbia, o procurador-chefe entrou no seu quarto do hotel. Disse que, enquanto fingia estar dormindo, Khan teria colocado as mãos por dentro de sua calça legging, apalpado seu corpo e encostado a língua em seu ouvido. Khan nega as acusações.

Outra suposta vítima, reconhecida pelo pseudônimo Patrícia, também falou com Amanpour, mas com o rosto encoberto pela edição. Ela disse que, quando era estagiária em 2009, foi obrigada a trabalhar na casa de Khan e afirmou ter sido alvo de constante assédio sexual.

"Sem falta, todas as vezes que eu estava lá, era um assédio constante dele, me assediando, me apalpando, me agarrando, beijando meu rosto, tocando meu cabelo, tentando me levar a ter relações com ele." Uma das advogadas de Khan, Sareta Asraph, disse que os relatos de ambas as mulheres não são novidade.