É uma proposição simples: quaisquer que sejam nossas visões sobre o conflito no Oriente Médio, deveríamos ser capazes de nos unir para condenar o estupro.
Apoiadores de Israel defenderam esse ponto após os brutais ataques sexuais contra mulheres israelenses durante o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 contra Israel. Donald Trump, Joe Biden, Binyamin Netanyahu e muitos senadores americanos, incluindo Marco Rubio, condenaram essa violência sexual, e Netanyahu corretamente pediu que "todos os líderes civilizados se manifestassem".
E, no entanto, em entrevistas dilacerantes, palestinos relataram a mim um padrão disseminado de violência sexual israelense contra homens, mulheres e até crianças —cometida por soldados, colonos, interrogadores da agência de segurança interna Shin Bet e, acima de tudo, guardas prisionais.
Não há evidências de que líderes israelenses ordenem estupros. Mas, nos últimos anos, eles construíram um aparato de segurança no qual a violência sexual se tornou, como definiu um relatório das Nações Unidas no ano passado, um dos "procedimentos operacionais padrão" de Israel e "um elemento central nos maus-tratos aos palestinos".
Um relatório divulgado no mês passado pelo Euro-Med Human Rights Monitor, grupo sediado em Genebra frequentemente crítico a Israel, conclui que o país emprega "violência sexual sistemática, amplamente praticada como parte de uma política estatal organizada".












