EUA colocam novas tarifas sobre o BrasilTarifaço ganha tom político e tem minado comércio entre os dois países. O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, anunciou que os EUA podem impor uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros devido a práticas de trabalho forçado. A ApexBrasil está se preparando para diversificar mercados, destacando a importância do mercado americano e o potencial do Canadá como parceiro comercial. Müller ressaltou que o Brasil ainda tem uma participação modesta no comércio internacional, mas percebe crescente interesse global no país. A declaração foi feita em 17 de julho de 2026.BRASÍLIA - O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, disse nesta sexta-feira, 17, que o governo dos Estados Unidos pode fazer na próxima semana um anúncio sobre uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros devido a práticas associadas ao trabalho forçado.PUBLICIDADE“Parece que haverá alguma manifestação do governo americano na semana que vem sobre esse assunto, vamos ver”, disse Müller, durante entrevista à imprensa sobre as tarifas americanas. “Nós não temos outra alternativa, pelo menos não como agência de promoção de exportações, a não ser de seguir preparando as nossas empresas, seguir buscando novos mercados.”A ApexBrasil comentou nesta sexta-feira o impacto consolidado da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros anunciada pelos EUA na noite de quarta-feira, 15, após a conclusão de uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.PublicidadeO presidente dos EUA, Donald Trump Foto: Saul Loeb/AFPMüller afirmou que haverá atenção especial a setores tarifados pelos EUA e com benefício tarifário na União Europeia (UE), com redução de tarifas decorrente do acordo do bloco com o Mercosul.Leia tambémTarifaço de Trump deve atingir 36,5% das exportações do agro brasileiro aos EUA, diz CNANo mundo do tarifaço, vale a lei da selva, e o Brasil tem questões a resolver, diz Rubens BarbosaTarifaço de Trump confirma o diagnóstico de que foi uma decisão sem fundamentação técnicaApesar do cenário de diversificação de mercados, o presidente da ApexBrasil disse que o mercado americano continua sendo importante para o Brasil. “É importante para as empresas brasileiras e o Brasil é importante para as empresas americanas. Então, nós vamos seguir trabalhando, preparando as empresas, oferecendo as oportunidades e levando as empresas para o mundo, que é o que a gente faz”, afirmou.Sobre o Canadá, ele afirmou que o país está “cada vez mais aberto ao Brasil, em vários sentidos”. “Boa parte do suprimento do Canadá sempre foi via Estados Unidos, e agora a gente está fazendo isso direto. Então, tem de fato um novo ambiente de relacionamento com o Canadá, tanto no comércio quanto na área de investimentos”, disse.PublicidadeSegundo Müller, o Canadá também tem um modelo interessante de financiamento e de estrutura financeira para a mineração, para o qual o governo brasileiro está olhando como uma das possibilidades para atração de investimentos para minerais críticos. O Brasil e o Canadá negociam um acordo de livre comércio por meio do Mercosul.Em seguida, Müller disse que o Brasil ainda tem uma participação pequena no mercado internacional. “Nós não somos um grande player no mercado internacional a ponto de países quererem se desvencilhar do Brasil. Pelo contrário, eu percebo cada vez mais interesse no Brasil.”
Governo Lula espera anúncio de mais tarifas na próxima semana em investigação sobre trabalho forçado
Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, governo dos EUA deve se manifestar sobre o tema nos próximos dias; nova taxa sobre produtos brasileiros seria de 12,5%













