Caso aconteceu na madrugada desta quinta-feira na zona rural de Itarumã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 PM-GO prende homem apontado como piloto de avião com 300kg de cocaína — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/07/2026 - 13:34 Piloto preso em Goiás por tráfico de cocaína tem sigilo quebrado A Justiça de Goiás decretou a prisão preventiva de Henrique Donizeti Ferri, piloto capturado com 340 kg de cocaína em Itarumã. Após um pouso forçado e incêndio na aeronave, Ferri tentou fugir, mas foi localizado. Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa de tráfico interestadual. A Justiça autorizou a quebra do sigilo de dados dos aparelhos apreendidos e a destruição da droga. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Justiça de Goiás decretou a prisão preventiva do piloto flagrado com uma aeronave monomotor que transportava mais de 340 kg de cocaína, na zona rural de Itarumã, na madrugada desta quinta-feira. Henrique Donizeti Ferri, de 32 anos, foi capturado pela Polícia Militar após as autoridades tomarem conhecimento de um sinal que familiares pretendiam usar para regatá-lo, na região sudoeste goiana. Ferri é suspeito de transportar, por via aérea, mais de 340 quilos de cocaína entre estados e de incendiar a aeronave após um pouso forçado numa propriedade rural. A prisão preventiva foi decretada durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira, a pedido do Ministério Público estadual. Segundo o MP, após a aterrissagem, ele teria determinado que trabalhadores da fazenda descarregassem a carga de entorpecentes. Em seguida, ao notar a aproximação das forças de segurança, Ferri teria incendiado a aeronave e fugido para uma área de mata. As equipes fizeram um cerco e conseguiram localizá-lo após se depararem com o pai, a mulher e um amigo do piloto por perto da região. "Durante a operação, um veículo foi abordado nas proximidades do último local onde havia vestígios da fuga. Os três ocupantes apresentaram versões contraditórias e, posteriormente, informaram que haviam recebido do piloto, por telefone, as coordenadas de seu esconderijo. Eles conduziram as equipes policiais até o local, onde o suspeito foi preso", detalhou o MP. Com Ferri, foram apreendidos um celular, um telefone via satélite, uma faca e R$ 5.327,00 em dinheiro. O piloto afirmou às autoridades que havia destruído o GPS da aeronave e descartado na mata anotações com coordenadas de pistas de pouso, além de informações de planejamento do voo. O equipamento não foi encontrado, mas os agentes recolheram fragmentos de papel com registros compatíveis com rotas de navegação aérea. Na decisão que decretou a preventiva, o juiz Gabriel Carneiro Santos Rodrigues citou indícios de participação em organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas, risco concreto de reiteração delitiva e possibilidade de fuga, dada a tentativa de escape depois da aterrissagem forçada. A Justiça também autorizou a quebra do sigilo de dados telemáticos dos aparelhos apreendidos e determinou a destruição da droga — parte dela será preservada para análise e laudo definitivo. Pouso forçado O avião que Ferri pilotava fez pouso forçado próximo a uma fazenda após o monomotor apresentar uma pane mecânica, segundo a Polícia Militar. A aeronave pegou fogo, e as autoridades suspeitam que o próprio piloto tenha provocado as chamas, como forma de destruir evidências. O carregamento da droga foi localizado em uma área de mata próxima de onde aconteceu o acidente. Ao longo das buscas, policiais militares encontraram o pai e a esposa do piloto, além de um amigo, em um carro numa estrada de terra próxima da rodovia GO-206. O veículo foi abordado pelos agentes em um dos bloqueios estabelecidos pelo Comando de Operações de Divisas. O trio de Ribeirão Preto chamou a atenção dos policiais, que descobriram se tratar de parentes de Ferri. Ao serem interrogados, eles revelaram que tinham combinado de comparecer à região para resgatar o piloto, com quem mantinham contato por meio de um telefone via satélite. Eles iriam piscar o farol do Ford Ka três vezes para sinalizar a Ferri que era seguro sair da mata e entrar no veículo. Com essa informação, os policiais optaram por se passarem pelos familiares do piloto e darem o sinal falso. — O pessoal nosso acompanhou, chegou ao local pré-estabelecido e fez conforme (os familiares e o piloto) haviam combinado. Ele saiu do mato e aí as equipes procederam à abordagem —, disse o coronel Heber Souza Bastos, do 5° Batalhão Rodoviário da Polícia Militar, ao canal TV Anhanguera. O coronel afirma ainda que o piloto disse ter sido contratado para fazer três viagens transportando drogas e que receberia R$ 70 mil por cada uma. A que terminou no pouso forçado desta quarta-feira era a última delas. Em nota, a PM-GO afirma que o suspeito foi detido e "apresentava lesões compatíveis com os ferimentos sofridos em decorrência da queda da aeronave". Os envolvidos foram levados à Polícia Federal de Jataí para a adoção das providências legais cabíveis.
Piloto de avião capturado com 340 kg de cocaína em Goiás tem prisão convertida em preventiva
Caso aconteceu na madrugada desta quinta-feira na zona rural de Itarumã












