A Justiça Militar condenou, nesta terça-feira (14) o ex-segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, preso em 2019 pela polícia espanhola com 37 kg de cocaína num avião da comitiva de Jair Bolsonaro (PL), a três anos de prisão por associação criminosa.
Pela Justiça Militar, ele já foi condenado por tráfico de drogas transacional e por meio de função pública a 17 anos e 5 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de 1.362 dias-multa. O acórdão transitou em julgado em setembro de 2024.
Além dele, foram condenados mais dois envolvidos. Marcos Daniel Pena Borja Rodrigues Gama a 22 anos e 8 meses de reclusão pelos crimes de tráfico transnacional de drogas e associação para o tráfico. Ele foi identificado como o mentor intelectual e financiador do esquema. E Jorge Luiz da Cruz Silva, a 19 anos de reclusão pelos mesmos delitos, apontado como recrutador operacional e elo entre o fornecedor e o transportador.
Os demais acusados foram absolvidos por falta de provas.
A Folha tentou contato por telefone com a defesa de Manoel Silva Rodrigues, mas não obteve resposta na noite desta terça-feira. Os contatos dos advogados dos demais envolvidos não foram identificados pela reportagem. No processo, eles defendem a inocência dos clientes e afirmam que não há provas das condutas.










