PUBLICIDADE Caso aconteceu na madrugada desta quinta-feira na zona rural de Itarumã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 PM-GO prende homem apontado como piloto de avião com 300kg de cocaína — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/07/2026 - 13:41 Piloto é preso com 340 kg de cocaína após pouso forçado em GO Henrique Donizeti Ferri, piloto de 32 anos, foi preso após ser flagrado com 340 kg de cocaína em Itarumã, Goiás. Após um pouso forçado, obrigou trabalhadores a descarregar a droga e incendiou a aeronave. Capturado após a tentativa de resgate por familiares, Ferri enfrenta prisão preventiva por tráfico interestadual de drogas. A Justiça autorizou a quebra de sigilo dos dispositivos apreendidos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Depois de fazer um pouso forçado numa área rural de Goiás, na madrugada desta quinta-feira, Henrique Donizeti Ferri, de 32 anos, determinou que trabalhadores da fazenda descarregassem a carga de entorpecentes. Em seguida, ao notar a aproximação das forças de segurança, teria incendiado a aeronave e fugido para uma área de mata. A polícia fez um cerco na região e conseguiu localizá-lo após se deparar com o pai, a mulher e um amigo do piloto por perto, dentro de um carro. A Justiça de Goiás decretou a prisão preventiva de Ferri nesta sexta. Segundo o Ministério Público estadual, o piloto foi flagrado com uma aeronave monomotor que transportava mais de 340 kg de cocaína, na zona rural de Itarumã. O suspeito foi capturado pela Polícia Militar após as autoridades tomarem conhecimento de um sinal que familiares pretendiam usar para regatá-lo. Ferri é suspeito de transportar, por via aérea, mais de 340 quilos de cocaína entre estados e de incendiar a aeronave após um pouso forçado numa propriedade rural. A prisão preventiva foi decretada durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira, a pedido do Ministério Público estadual. "Durante a operação, um veículo foi abordado nas proximidades do último local onde havia vestígios da fuga. Os três ocupantes apresentaram versões contraditórias e, posteriormente, informaram que haviam recebido do piloto, por telefone, as coordenadas de seu esconderijo. Eles conduziram as equipes policiais até o local, onde o suspeito foi preso", detalhou o MP. Com Ferri, foram apreendidos um celular, um telefone via satélite, uma faca e R$ 5.327,00 em dinheiro. O piloto afirmou às autoridades que havia destruído o GPS da aeronave e descartado na mata anotações com coordenadas de pistas de pouso, além de informações de planejamento do voo. O equipamento não foi encontrado, mas os agentes recolheram fragmentos de papel com registros compatíveis com rotas de navegação aérea. Na decisão que decretou a preventiva, o juiz Gabriel Carneiro Santos Rodrigues citou indícios de participação em organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas, risco concreto de reiteração delitiva e possibilidade de fuga, dada a tentativa de escape depois da aterrissagem forçada. A Justiça também autorizou a quebra do sigilo de dados telemáticos dos aparelhos apreendidos e determinou a destruição da droga — parte dela será preservada para análise e laudo definitivo. Pouso forçado O avião que Ferri pilotava fez pouso forçado próximo a uma fazenda após o monomotor apresentar uma pane mecânica, segundo a Polícia Militar. A aeronave pegou fogo, e as autoridades suspeitam que o próprio piloto tenha provocado as chamas, como forma de destruir evidências. O carregamento da droga foi localizado em uma área de mata próxima de onde aconteceu o acidente. Ao longo das buscas, policiais militares encontraram o pai e a esposa do piloto, além de um amigo, em um carro numa estrada de terra próxima da rodovia GO-206. O veículo foi abordado pelos agentes em um dos bloqueios estabelecidos pelo Comando de Operações de Divisas. O trio de Ribeirão Preto chamou a atenção dos policiais, que descobriram se tratar de parentes de Ferri. Ao serem interrogados, eles revelaram que tinham combinado de comparecer à região para resgatar o piloto, com quem mantinham contato por meio de um telefone via satélite. Eles iriam piscar o farol do Ford Ka três vezes para sinalizar a Ferri que era seguro sair da mata e entrar no veículo. Com essa informação, os policiais optaram por se passarem pelos familiares do piloto e darem o sinal falso. — O pessoal nosso acompanhou, chegou ao local pré-estabelecido e fez conforme (os familiares e o piloto) haviam combinado. Ele saiu do mato e aí as equipes procederam à abordagem —, disse o coronel Heber Souza Bastos, do 5° Batalhão Rodoviário da Polícia Militar, ao canal TV Anhanguera. O coronel afirma ainda que o piloto disse ter sido contratado para fazer três viagens transportando drogas e que receberia R$ 70 mil por cada uma. A que terminou no pouso forçado desta quarta-feira era a última delas. Em nota, a PM-GO afirma que o suspeito foi detido e "apresentava lesões compatíveis com os ferimentos sofridos em decorrência da queda da aeronave". Os envolvidos foram levados à Polícia Federal de Jataí para a adoção das providências legais cabíveis.