A Comissão Europeia propôs nesta sexta-feira (17) uma reforma do ETS (Sistema de Comércio de Emissões) da UE, permitindo que as indústrias continuem emitindo CO2 por mais tempo e, ao mesmo tempo, oferecendo mais apoio financeiro para investimentos em tecnologias limpas na Europa.

O ETS é a maior política de combate às mudanças climáticas da União Europeia. Ele obriga usinas de energia elétrica, companhias aéreas e empresas de transporte marítimo a comprar licenças quando emitem CO2, além de estabelecer um limite máximo para suas emissões totais.4

O Executivo da UE vem se preparando há muito tempo para reformular o ETS, estendendo-o para as próximas décadas e alinhando-o à meta climática da UE para 2040 de reduzir as emissões líquidas em 90%.Os planos também respondem à pressão de setores e países, incluindo Itália e Polônia, que afirmam que o sistema prejudica a competitividade. Bruxelas está tentando equilibrar essas preocupações com alertas, inclusive da Espanha, de que enfraquecer o ETS penalizaria os setores que investiram desde cedo na redução de emissões.

A comissão propôs reduzir a taxa anual de redução do teto de emissões do ETS para cerca de 3,7% a partir de 2031 e para 1,7% a partir de 2036, ante os atuais 4,3%.