A União Europeia aprovou nesta quinta-feira (11) medidas mais rigorosas para controlar os preços em seu novo mercado de carbono, em resposta a preocupações dos governos de que a iniciativa de redução de emissões possa aumentar as contas de combustível.
Após negociações que se estenderam até tarde da noite de quarta-feira (10), os países da UE e o Parlamento Europeu concordaram que, se o custo das licenças no novo mercado de carbono exceder 45 euros (US$ 52 ou R$ 267) por tonelada de gás carbônico, serão liberadas no mercado 40 milhões de licenças provenientes de uma "reserva de estabilidade" para regular a oferta, um aumento em relação aos 20 milhões anteriores, informou o Parlamento em comunicado.
A reserva pode ser acionada duas vezes por ano, adicionando um total de 80 milhões de licenças extras ao mercado anualmente. A reserva também será prorrogada para além de 2030, em vez de expirar nesse ano.
O segundo sistema de comércio de emissões da UE, conhecido como ETS2, imporá, a partir de 2028, um preço sobre as emissões de gás carbônico produzidas por combustíveis para aquecimento e transporte, a fim de incentivar a transição para veículos elétricos e sistemas de aquecimento doméstico mais limpos.











