Faixa roubou a cena da comemoração da classificação da seleção argentina na Copa do Mundo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Giovani Lo Celso coloca faixa sobre Ilhas Malvinas no gramado do Estádio de Atlanta após vitória da Argentina — Foto: Jewel SAMAD / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/07/2026 - 08:47 Bandeira "As Malvinas são argentinas" gera polêmica na Copa Durante a comemoração da classificação argentina na Copa do Mundo, uma bandeira improvisada com a frase "As Malvinas são argentinas" viralizou. Criada por torcedores em um hotel em Atlanta, a bandeira foi levada ao estádio, driblando a segurança. Após a partida, tornou-se um símbolo controverso, com a Fifa considerando punições. Atualmente, a bandeira está com a delegação argentina, possivelmente viajando com eles para Nova York. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Quando a partida já era história e os jogadores argentinos comemoravam a classificação diante da torcida, Giovani Lo Celso se abaixou, pegou um lençol pintado que havia acabado de cair na entrada da área e o desenrolou. Cristian Romero e Lisandro Martínez logo se juntaram à foto. A inscrição era clara: "As Malvinas são argentinas". Em questão de minutos, a imagem deu a volta ao mundo e se tornou um dos registros mais emblemáticos da vitória sobre a Inglaterra. Horas antes da partida, as autoridades haviam proibido a entrada no estádio de qualquer faixa ou bandeira com referências ao conflito das Ilhas Malvinas. Agora, a Fifa analisa uma possível punição — a princípio, uma multa — aos jogadores que exibiram a mensagem. Enquanto isso, o objeto por trás de uma das fotos mais virais da comemoração continua com a delegação argentina. O lençol passou a noite no hotel da seleção e não está descartada a possibilidade de viajar também para Nova York, palco da final, seja com a delegação ou para retornar às arquibancadas. Por trás dessa cena existe uma história de criatividade, risco e também um pouco de sorte. Tudo começou várias horas antes, longe do Mercedes-Benz Stadium, onde a equipe de Lionel Scaloni venceu a Inglaterra por 2 a 1. No hotel em que a seleção estava hospedada em Atlanta, um grupo de torcedores tomou uma decisão: tentar levar ao estádio uma bandeira com a frase "As Malvinas são argentinas", apesar de a organização proibir mensagens consideradas "políticas" e do alerta da ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, de que haveria fiscalização especial para impedir referências à Guerra das Malvinas. Mas esses torcedores encontraram uma maneira de fazer a mensagem chegar ao destino. Cortaram um lençol do hotel, conseguiram uma lata de tinta spray preta e escreveram a frase. Depois veio a parte mais difícil: driblar o esquema de segurança. Eles conseguiram. Sem ingressos para aquele setor, esperaram até os minutos finais da partida e, aproveitando a movimentação da torcida argentina, posicionaram-se atrás do gol onde Enzo Fernández e Lautaro Martínez marcariam os gols da classificação para a final. Faltavam apenas cinco minutos quando um agente de segurança percebeu a situação e tentou retirá-los. No meio da discussão, e depois de serem avisados de que um policial seria chamado, decidiram "sacrificar" a bandeira. Antes que ela fosse apreendida ou que fossem obrigados a deixar o local, seus criadores — que pediram anonimato para evitar problemas e também garantir a possibilidade de assistir à final — lançaram o lençol em direção ao campo, sem imaginar o que aconteceria depois. Faixa sobre Malvinas foi pintada por torcedores em quarto de hotel nos Estados Unidos — Foto: Reprodução Para que o lençol não perdesse impulso antes de chegar ao gramado, eles enrolaram uma garrafa plástica em seu interior e a arremessaram. O lençol cruzou o ar enrolado e caiu perto da área. Lo Celso foi o primeiro a se aproximar. Sem saber ainda o que estava escrito, desenrolou o tecido. Logo depois chegaram Cuti Romero e Lisandro Martínez. Os três seguraram o lençol diante da torcida e, em seguida, o deixaram estendido sobre o gramado. Quando a comemoração terminou, os torcedores tentaram recuperá-lo, mas já era tarde. Um integrante da comissão da seleção havia levado o lençol para o vestiário. O maior receio não era perder uma lembrança pessoal, mas que ele acabasse esquecido em algum canto do estádio ou fosse simplesmente jogado no lixo. Depois da repercussão da cena, eles queriam garantir que o objeto fosse preservado. A resposta veio algumas horas depois. Patricio Auber, um dos funcionários da seleção, publicou um story no Instagram ao lado da bandeira com a mensagem: "A quem interessar... Está em boas mãos!". Ao ver a publicação, os criadores souberam que o lençol estava seguro e manifestaram a intenção de recuperá-lo. Patricio Auber, roupeiro da seleção da Argentina, publicou foto com a faixa das Malvinas — Foto: Reprodução Por enquanto, porém, ele seguirá com a seleção. Está guardado no hotel da delegação e existe a possibilidade de acompanhar o grupo até Nova York antes de voltar às mãos de quem o confeccionou. Também pode ser preservado junto com outras lembranças que a comissão técnica vem guardando durante a Copa do Mundo: bolas, camisas, flâmulas, os troféus de melhor jogador de cada partida e as placas recebidas pela AFA de diferentes instituições em reconhecimento à campanha no torneio. Com o passar das horas, dentro do grupo também houve uma reflexão. Os jogadores entenderam que a situação poderia ter sido evitada, principalmente porque essa seleção costuma se manter afastada desse tipo de assunto, apesar de a causa das Malvinas mobilizar a enorme maioria dos argentinos. Além disso, o episódio pode resultar em punições e criar uma polêmica desnecessária a poucos dias da final. "Essa energia, essa motivação da vitória, faz você acabar fazendo esse tipo de coisa que, talvez, não seja bom mostrar publicamente", reconheceu Nicolás Tagliafico, um dos jogadores mais experientes do ciclo. O que começou como uma ideia improvisada em um hotel de Atlanta acabou se transformando em uma das imagens mais marcantes da Copa do Mundo. Um lençol, uma lata de tinta spray e uma ideia que parecia impossível bastaram para criar, quase sem intenção, uma das cenas que já fazem parte da história deste Mundial.
A história por trás da bandeira das Malvinas que viralizou com a Argentina: quem fez, como chegou ao estádio e onde está hoje
Faixa roubou a cena da comemoração da classificação da seleção argentina na Copa do Mundo















