Segundo a BBC, secretário evocou liberdade de expressão para jogadores da seleção que exibiram inscrição "As Malvinas são argentinas" em campo após vitória sobre Inglaterra 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jogadores da seleção argentina de futebol exibem faixa reivindicado posse do país sobre Ilhas Malvinas na semifinal da Copa de 2026 — Foto: AFP/Thomas Coex RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/07/2026 - 12:01 Governo Trump Apoia Protesto Argentino por Malvinas em Jogo O governo Trump defendeu a liberdade de expressão dos jogadores argentinos que exibiram uma faixa com a frase "As Malvinas são argentinas" após derrotar a Inglaterra na semifinal da Copa. Andrew Giuliani, chefe da força-tarefa dos EUA para o evento, apoiou o protesto, enquanto o governo britânico pediu à Fifa que sancione os atletas por violar regras que proíbem manifestações políticas em campo. As Malvinas continuam sendo ponto de disputa entre Argentina e Reino Unido desde a guerra de 1982. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O chefe da força tarefa do governo dos Estados Unidos para a Copa do Mundo de futebol, Andrew Giuliani, defendeu ontem o direito de expressão dos jogadores da seleção da Argentina que fizeram um protesto político no estádio. Após derrotarem a Inglaterra na semifinal, os atletas exibiram em campo uma faixa com a frase "As Malvinas são argentinas", em referência ao território do arquipélago disputado em uma guerra entre os dois países na década de 1980. Em entrevista à rede de TV BBC com outros jornalistas na sexta-feira, Giuliani afirmou que os jogadores tinham o direito de se manifestar durante a partida num estádio de Atlanta garantido pela lei americana. — Acreditamos na Primeira Emenda da (da constituição) aqui nos Estados Unidos da América — afirmou a repórteres após ser questionado sobre o episódio. Ainda não está claro se a Federação Internacional de Futebol (Fifa) vai punir os jogadores argentinos, que violaram uma uma diretiva da entidade proibindo manifestações políticas em campo. As Malvinas, hoje controladas pelos britânicos, seguem como objeto de contenda diplomática desde que a guerra terminou em 1982. No futebol, o conflito ajuda a acirrar a rivalidade entre as duas seleções desde que a Inglaterra perdeu uma partida de copa para a Argentina em 1986 por 2 a 1, com gols de Diego Maradona. Antes das declarações de Giuliani, o governo britânico já havia reforçado seu pedido à Fifa para que não deixe de punir os jogadores do time rival. "A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as Ilhas Falklands (nome inglês das Malvinas) definitivamente o são", afirmou em nota o gabinete do primeiro ministro-britânico Andy Burnham, que estava prestes a tomar posse. O poder executivo britânico afirma que seu compromisso com as Malvinas "nunca vai se esvanecer" e disse que a decisão sobre uma eventual punição contra atletas argentinos "é assunto da Fifa", diz a BBC. O gabinete do primeiro-ministro ainda disse estar "decepcionado, mas não surpreso" e que espera ver a Fifa "sancionar todo comportamento desta natureza, em conformidade com suas próprias regras". "Não desejamos ver a política sendo levada para o esporte", completou o comunicado divulgado à BBC. "Também não desejamos que as Falklands e seu povo sejam usados como futebol político em todos os diálogos sobre Inglaterra e Argentina". A vice presidente da argentina Victoria Villarruel publicou uma postagem ontem na rede social X (antigo Twitter) em referência ao episódio. "As Malvinas são argentinas. Foram probibidos de levá-las ao campo, mas se esqueceram que as trazemos no coração e no sangue", afirmou.