O Parlamento japonês aprovou nesta sexta-feira 17 uma reforma da lei de sucessão imperial, mas manteve o veto para que uma mulher possa ser imperatriz, apesar de a ideia contar com o apoio da opinião pública, segundo as pesquisas.

O futuro da Casa Imperial do Japão, que segundo a mitologia descende da deusa xintoísta do sol, Amaterasu, depende atualmente do príncipe Hisahito, de 19 anos, sobrinho do atual imperador Naruhito, de 66.

Se Hisahito – que não é casado e começou recentemente a estudar biologia – não tiver um filho homem, a linha de sucessão se extinguiria por não contar com um herdeiro.

Na história houve oito imperatrizes no Trono do Crisântemo, cujo status divino foi abolido após a Segunda Guerra Mundial.

No entanto, uma lei da Casa Imperial de 1889 estipulou que apenas homens podiam se tornar imperadores, e somente por meio da linhagem paterna. Essa disposição foi incorporada em 1947 à atual Lei da Casa Imperial.