Resultado é consequência direta da redução das tensões entre os EUA e o Irã no Estreito de Ormuz, o que contribuiu para o recuo dos preços do petróleo e de seus derivados, informou a fundação O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 1,13% em julho, depois de ter recuado 0,30% em junho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Com este resultado, o índice acumula alta de 2% no ano e 2,68% em 12 meses. Em julho de 2025, o IGP-10 havia caído 1,65% e acumulava alta de % em 12 meses. “O IGP-10 intensificou seu recuo em relação a junho. Esse resultado foi consequência direta da redução das tensões entre os Estados Unidos e o Irã no Estreito de Ormuz, o que contribuiu para a queda dos preços do petróleo e de seus derivados, sobretudo dos combustíveis. Diante da recente escalada das tensões entre os países e da persistência de seus impactos sobre os preços do petróleo, a expectativa é de manutenção da pressão sobre os óleos derivados ao longo do mês, com consequente repasse de custos em diferentes etapas da cadeia produtiva”, afirmou o economista do FGV Ibre Matheus Dias. Em julho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,76%, aprofundando a queda em sua taxa em comparação à registrada no mês anterior, de 0,71%. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais caiu 0,44% em julho, ante alta de 0,49% no mês anterior. O índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, passou de -0,14% em junho para -0,07% em julho. A taxa do grupo Bens Intermediários registrou alta de 0,78% em julho, de 0,57% em junho. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, desacelerou de 0,24% em junho para 0,11% em julho. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas intensificou a queda para 4,47% em julho, após cair 2,39% em junho. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,23% em julho, ante elevação de 0,56% em junho. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco classes apresentaram recuo: Alimentação (1,23% para -0,22%), Habitação (0,93% para 0,38%), Vestuário (0,74% para -0,65%), Despesas Diversas (1,29% para 0,80%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,44% para 0,40%). Em contrapartida, três classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Transportes (-0,49% para 0,12%), Educação, Leitura e Recreação (0,23% para 0,61%) e Comunicação (0,12% para 0,85%). Em julho, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,65%, porém inferior à taxa de 0,92% observada em junho. Analisando os três grupos componentes do INCC, Materiais e Equipamentos recuou de 1,08% para 0,46%; Serviços retrocedeu de 0,45% para 0,17%; e Mão de Obra teve alta de 0,80% para 0,96%. — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil