Governo dos EUA aplicou taxa de 25% sobre exportações brasileiras, com mais de 2,1 mil exceções 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mel orgânico foi um dos mais de 2,1 mil produtos isentos das novas taxas dos EUA — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 17:09 Exportadores comemoram isenções tarifárias de Trump em 2.100 produtos Exportadores brasileiros respiram aliviados após isenções na tarifa de 25% imposta por Trump, com mais de 2.100 produtos excetuados, incluindo café solúvel e mel orgânico. A medida, que ameaçava US$ 11 bilhões em exportações, foi revertida com esforços conjuntos de associações e empresas. Setores como calçados e roupas, porém, ainda enfrentam desafios. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Exportadores brasileiros que seriam afetados pela nova tarifa de 25% do governo de Donald Trump, mas que acabaram isentos da taxação americana, se dizem aliviados após a divulgação da lista final de mais de 2.100 exceções do tarifaço. Entenda em cinco pontos o tarifaço dos EUA contra o Brasil e o que esperar agoraTarifaço afeta US$ 11 bi em exportações do agro e da indústria, diz Câmara do Comércio Americana Um dos principais setores é o do café. Os grãos verdes — que representam 90% das exportações brasileiras aos EUA — já estavam livres da taxa, mas a versão solúvel da bebida, ue soma quase 10% do total exportado ao mercado americano, poderia ser tarifada, mas acabou sendo incluída na lista de exceções. Anualmente, os envios anuais do produto aos Estados Unidos somam cerca de US$ 220 milhões. — É um alívio imenso. A tarifa era uma faca apontada para as nossas cabeças. Uma taxa de 25% comprometeria totalmente a exportação para o nosso principal mercado consumidor — comemora Aguinaldo Lima, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). Junto do México, o Brasil atende quase 60% da demanda americana por café solúvel, que é exportado para os EUA principalmente na versão a granel. Lá, o produto é embalado por empresas do país, que cuidam também da logística aos clientes finais. Possíveis impactos a essas empresas foi um dos argumentos dos exportadores brasileiros para sensibilizar o governo dos EUA. Lima ainda observa que o café solúvel produzido em solo americano só supre 6% da demanda interna. O processamento dos grãos na versão solúvel por fábricas americanas também não seria viável, na visão do executivo. Isso porque a instalação de uma fábrica com escala viável leva cerca de cinco anos, e depende de grandes investimentos. Para que 1 kg de café solúvel seja produzido, são necessários 2,6 kg de matéria-prima. — Há uma dependência enorme do produto brasileiro. Demonstramos tudo isso nas audiências públicas e nos documentos para mostrar que isso geraria custo para as empresas americanas, que fazem toda a distribuição e logística. Seriam negócios americanos e empregos americanos que seriam impactados, e isso geraria inflação — diz o diretor da Abics. Segundo ele, o trabalho de convencimento das autoridades americanas não foi apenas da associação, mas também da National Coffee Association (NCA), entidade que representa o setor do café nos EUA, e também de clientes importantes do café brasileiro, como marcas como a Nestlé, que defenderam o produto. O mel orgânico também escapou da tarifa após argumentar nas audiências públicas feitas pelo o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que os importadores americanos não encontrariam outras opções além do mel brasileiro para o consumo do país. — Existe uma demanda enorme lá e não tem de onde comprar, já que o Brasil é o principal fornecedor de mel orgânico do mundo. Mostramos a eles que, com a taxação, haveria um aumento de preço para o consumidor americano, que é um tema sensível ao Trump — afirma Renato Azevedo, da Abemel, associação que representa a cadeira exportadora do produto. A pauta de exportação de mel aos EUA soma US$ 75 milhões anuais. Cerca de 90% é de mel orgânico. Segundo Azevedo, caso o mel brasileiro fosse tarifado, produtores da Índia poderiam abocanhar parte da demanda dos EUA, mas há um entrave de sabor, já que o paladar americano está habituado ao mel brasileiro. Ao todo, são mais de 2.100 produtos na lista de exceções do governo americano. A relação inclui variações dos mesmos produtops - como café em grãos e solúvel - e abrange itens importantes da pauta de exportações do Brasil, como carne, suco de laranja e componentes para aeronaves. Outros itens são açaí e água de coco. Produtos que foram retirados da lista da nova tarifa: hidróxido de alumínio;antiguidades, itens de coleção e obras de arte;cinzas que contenham metais preciosos ou compostos de metais preciosos;determinados couros, peles e artigos de couro de origem animal;determinados produtos do setor de pescados;determinados medicamentos e ingredientes farmacêuticos adicionais;determinados produtos de madeira;resíduos e sucata de ferro e aço;mel orgânico;ferro-gusa;café solúvel sem saborizantes; eroupas usadas.
Exportadores isentos de tarifas de Trump falam em alívio: 'Era uma faca apontada para as nossas cabeças'
Governo dos EUA aplicou taxa de 25% sobre exportações brasileiras, com mais de 2,1 mil exceções















