Ao detalhar a nova tarifa de 25%, secretário do Comércio dos EUA listou itens isentos que têm peso grande na pauta de exportações brasileiras para os EUA 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Peças de aeronaves, carne e café não receberão a nova sobretaxa — Foto: Montagem RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 00:22 EUA Impõem Tarifa de 25% a Produtos Brasileiros, Mas Isentam Itens Cruciais Os EUA anunciaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, mas isentaram 864 itens, incluindo carne, suco de laranja e café, cruciais para exportações do Brasil. O secretário de Comércio destacou a necessidade de manter o abastecimento de carne, dado o menor rebanho bovino dos EUA em 75 anos. Mercadorias já a caminho não serão taxadas, e retaliações do Brasil podem levar a medidas mais rígidas dos EUA. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A nova sobretaxa americana de 25% sobre produtos brasileiros terá uma lista extensa de exceções, de mais de 2.100 produtos (incluindo variações dos mesmos produtos), e abrange itens importantes da pauta de exportações do Brasil, como carne, suco de laranja e componentes para aeronaves. Outros itens são açaí e água de coco. Outros produtos foram excluídos da lista inicialmente divulgada para essa nova tarifação, com destaque para o café solúvel e o mel orgânico, itens de setores que participaram das audiências realizadas no início deste mês em Washington para apresentação de argumentos se contrapondo à medida proposta pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Produtos que foram retirados da lista da nova tarifa: hidróxido de alumínio;antiguidades, itens de coleção e obras de arte;cinzas que contenham metais preciosos ou compostos de metais preciosos;determinados couros, peles e artigos de couro de origem animal;determinados produtos do setor de pescados;determinados medicamentos e ingredientes farmacêuticos adicionais;determinados produtos de madeira;resíduos e sucata de ferro e aço;mel orgânico;ferro-gusa;café solúvel sem saborizantes; eroupas usadas. A decisão de ampliar o número de produtos isentos da taxação de 25% foi tomada com base em argumentos apresentados nas audiências realizadas pelo USTR no início deste mês, em Washington. Representantes de empresas, entidades setoriais e especialistas fizeram considerações sobre as investigações conduzidas pelo órgão do Comércio americano. A explicação dada pelo USTR é que os itens agora de fora da lista estão enquadrados em quatro situações: matérias-primas que poderiam levar a uma escassez de oferta no mercado americano; produtos cuja taxação poderia rupturas econômicas; que não podem ser cultivados ou produzidos nos EUA em volume suficientes ou preços razoáveis e aqueles sobre os quais uma tarifação não iria colaborar para eliminar práticas ou políticas brasileiras consideradas passíveis de sanção pela investigação. Um alto funcionário do governo americano explicou que, no caso da carne, o objetivo é garantir o abastecimento do mercado americano: — Sobre a questão da carne bovina, eu diria que, por enquanto, estamos deixando essa cadeia de suprimentos como está. O rebanho bovino dos Estados Unidos é o menor dos últimos 75 anos. Sabemos que os pecuaristas estão tentando recompor seus rebanhos e aumentar a produção. Ao mesmo tempo, o presidente deixou claro que quer garantir que os americanos tenham acesso à carne bovina a preços razoáveis — ele disse. No sentido contrário, o USTR decidiu taxar dois produtos que constavam da lista de exceções à nova tarifa: celulose solúvel de alta pureza e aplicações não farmacêuticas de determinados produtos que também haviam sido propostos para isenção. Mercadorias que já estão em trânsito para os EUA também ficarão livres da sobretaxa. Ao anunciar as medidas, o funcionário disse ainda que, caso o Brasil retalie, os EUA poderiam adotar medidas ainda mais duras: — Se houver retaliação, seriamos forçados, francamente, a potencialmente modificar nossa ação para garantir a eliminação dessas práticas. Não acho que uma retaliação seja do interesse de ninguém. Não prevejo isso. Se eles optarem, provavelmente haverá mais ações do nosso lado — afirmou o alto funcionário. 'Queremos que o Pix compita com as empresas americanas na mesma base', diz alto funcionário da Casa Branca As regras da Casa Branca não permitem a identificação dos funcionários que prestam os esclarecimentos. Confira abaixo a cronologia do tarifaço dos EUA