Medicamento experimental focado na proteína tau demonstrou diminuição inédita da patologia cerebral em estudo clínico de Fase 2 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Exames de cérebro de paciente com Alzheimer. — Foto: Todd Heisler/The New York Times RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 15:54 Novo Medicamento Diranersen Reduz Declínio Cognitivo em Alzheimer em 50% em Testes Avançados Um novo medicamento para Alzheimer, o diranersen, mostrou-se promissor, reduzindo o declínio cognitivo em até 50% em testes de Fase 2. Focado na proteína tau, o remédio da Biogen avança para a última fase de estudos. Ele apresentou redução significativa de tau no sistema nervoso e melhora nas avaliações cognitivas, com efeitos colaterais leves. Se confirmado, poderá ser uma nova arma contra o Alzheimer. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um novo medicamento para o Alzheimer, que tem um alvo inédito, teve bons resultados na segunda das três etapas dos testes clínicos e agora caminha para a última fase dos estudos antes de um potencial pedido para aprovação de uso. Nos testes iniciais, o diranersen, da farmacêutica Biogen, reduziu o ritmo do declínio cognitivo em até 50%. A doença de Alzheimer é um diagnóstico neurodegenerativo que leva à perda cognitiva e de memória. Dois processos biológico no cérebro associados ao Alzheimer são o acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau no órgão, formando placas ao redor e dentro dos neurônios. Em 2023, o primeiro medicamento que tem como alvo um desses processos foi aprovado no mundo: o lecanemabe, da Biogen com a Eisai, vendido com o nome comercial de Leqembi. No ano depois, o donanemabe, comercializado como Kisunla pela Eli Lilly, também recebeu o sinal verde. Ambas as drogas são anticorpos monoclonais que se ligam à proteína beta-amiloide e a removem do cérebro. O efeito disso, ainda que modesto, foi o primeiro a alterar o curso da doença de Alzheimer. Nos estudos, o donanemabe reduziu em 35%, e o lecanemabe em 27%, o ritmo da perda cognitiva. Nenhum dos fármacos conseguiu interromper ou reverter a doença. Agora, os resultados dos testes com o primeiro anticorpo direcionado à eliminação da proteína tau começaram a ser divulgados. O medicamento já havia recebido o status de Fast Track pela Food and Drug Adminsitration (FDA), agência reguladora dos EUA, destinado a acelerar a avaliação de terapias promissoras para doenças graves. Os dados iniciais do estudo de fase 2 foram apresentados no Congresso Internacional da Associação de Alzheimer (AAIC). Os testes envolveram 416 participantes com média de 86 anos e comprometimento cognitivo leve devido à doença de Alzheimer ou demência leve da doença de Alzheimer. Foram avaliadas duas doses, de 60 mg e 115 mg, aplicadas a cada seis meses, durante um período de 18 meses, por via intratecal, ou seja, no líquido céfalo-raquidiano (líquor), que envolve o cérebro e a medula espinhal. Um terceiro esquema, de 115 mg a cada três meses, também foi testado. De forma impressionante, a dosagem mais baixa, de 60 mg, apresentou os melhores resultados. Houve uma diminuição de 50% a 65% dos níveis de tau no líquor, a primeira vez que um fármaco comprovadamente reduziu a concentração da proteína no sistema nervoso do paciente. Além disso, houve a diminuição no ritmo do declínio cognitivo de até 50% na escala de avaliação Mini-Exame do Estado Mental (MMSE) e de 42% na escala ADAS-Cog13, dois testes de memória, atenção e linguagem utilizados em pesquisas clínicas para medir a cognição. No entanto, na escala de avaliação global CDR-SB, a principal usada hoje, a redução foi mais modesta, de somente 26%. O percentual é em linha com o observado para o donanemabe e o lecanemabe: 36% e 27%, respectivamente, na mesma escala. “Os dados do estudo fornecem uma das evidências mais claras de que reduzir o acúmulo da proteína tau no cérebro pode se traduzir em um benefício real e visível no dia a dia dos pacientes”, diz Cath Mummery, professora de Neurologia Clínica na University College London, no Reino Unido, em nota. Os efeitos colaterais mais comuns foram de intensidade leve ou moderada e relacionados ao próprio procedimento de aplicação na coluna, como dor local passageira e dor de cabeça. Um ponto positivo é que a administração do fármaco não apresentou risco de edema ou micro-hemorragia cerebral, um efeito comum e perigoso das duas terapias amiloides aprovadas. "Os pacientes e suas famílias precisam urgentemente de tratamentos que ataquem a complexidade do Alzheimer por diferentes frentes. Se os resultados forem confirmados na Fase 3, o diranersen poderá representar uma nova e importante arma terapêutica contra uma das principais causas da doença", afirma Priya Singhal, Vice-Presidente Executiva e Chefe de Desenvolvimento Global da Biogen.
Alzheimer: remédio com novo alvo reduz em até 50% o declínio cognitivo em testes iniciais e avança para última fase de estudos
Medicamento experimental focado na proteína tau demonstrou diminuição inédita da patologia cerebral em estudo clínico de Fase 2










