Responsável por 6 em cada 10 casos de demência no mundo, o Alzheimer é um dos maiores desafios de saúde pública global atualmente. E a tendência é de que isso se intensifique nas próximas décadas: até 2050, mais de 4 milhões de brasileiros viverão com a doença, de acordo com projeções do Ministério da Saúde.

Nos últimos cinco anos, surgiram os primeiros medicamentos capazes de atuar não apenas nos sintomas, mas também em mecanismos ligados à origem da doença, como o acúmulo de proteínas tóxicas no cérebro. Em paralelo, progridem pesquisas que podem tornar o diagnóstico mais simples e acessível, incluindo exames de sangue.

Mas esse ainda é um caminho repleto de desafios. Os métodos de diagnóstico e tratamento são caros e complexos, e não há perspectiva de uma cura definitiva.

"Estamos num momento bem promissor para o combate à doença de Alzheimer, porque realmente nos últimos anos vimos um avanço enorme", analisa a neurologista Elisa Resende, coordenadora do departamento científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da ABN (Academia Brasileira de Neurologia). "Estamos mais perto que nunca de sonhar com um controle dessa doença, mas infelizmente a cura ainda não está no horizonte."