"Tivemos um apoio dos importadores americanos, o que foi determinante para a isenção. Não houve um viés político", diz Fausto Varela, do Sindifer-MG Os EUA são o principal destino do ferrro-gusa brasileiro, a principal matéria-prima para produção de aço e ferro fundido — Foto: Reprodução/Lachmann O ferro-gusa foi um dos produtos na lista de isenção dos Estados Unidos ao anunciarem, na noite de quarta-feira (15), um novo tarifaço de 25% sobre itens brasileiros. Segundo Fausto Varela, presidente do Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer-MG), os americanos apresentaram uma argumentação técnica para isentar o ferro-gusa de novas tarifas. "É importante vermos que houve um argumento técnico. Eles dizem que a indústria americana poderia ser prejudicada caso houvesse nova sobretaxa ao ferro-gusa. Nós ainda aguardamos a conclusão da investigação aberta pelos Estados Unidos da seção sobre trabalho forçado, mas esperamos que o mesmo argumento também seja válido nesse outro caso", disse Varela. "Nós fomos até Washington e fizemos apresentações nas audiências públicas. Utilizamos todos os recursos possíveis. Tivemos um apoio dos importadores americanos, o que foi determinante para a isenção. Não houve um viés político", concluiu o executivo. Os Estados Unidos são o principal destino do ferrro-gusa brasileiro, a principal matéria-prima para a produção de aço e ferro fundido, essencial para a cadeia produtiva da metalurgia. Segundo o sindicato, o Brasil exportou 4 milhões de toneladas de ferro-gusa em 2025, sendo 3,3 milhões só para os Estados Unidos. O montante total é avaliado em US$ 1,7 bilhão, segundo o Sindifer. No setor, o aço e o alumínio ainda estão sujeitos à tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos no ano passado pela chamada seção 232. O tarifaço desta quarta-feira (15) não alterou o cenário.
Apoio de importadores americanos foi determinante para isenção do ferro-gusa do tarifaço, diz sindicato
"Tivemos um apoio dos importadores americanos, o que foi determinante para a isenção. Não houve um viés político", diz Fausto Varela, do Sindifer-MG












