Libertação ocorreu apesar dos ataques militares americanos em território iraniano com o objetivo de reabrir a rota marítima do Estreito de Ormuz O presidente Donald Trump ouve atentamente no Colégio de Guerra do Exército dos Estados Unidos em Carlisle, Pensilvânia, durante a Cúpula de Defesa e Inovação da Pensilvânia, na quarta-feira, 15 de julho de 2026 — Foto: AP/Julia Demaree Nikhinson O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como um "gesto de boa vontade" a libertação de uma cidadã americana que estava retida no Irã, mesmo com a guerra no Oriente Médio entrando em sua quinta noite consecutiva. Em publicação na Truth Social na quarta-feira, Trump afirmou que uma americana que havia sido "detida injustamente" durante o governo de Joe Biden, em 2024, foi autorizada a deixar o Irã. "Ela agora está em segurança fora do Irã e em boas condições. Os Estados Unidos agradecem esse gesto de boa vontade do Irã", escreveu Trump. Trump elogia libertação de cidadã americana presa no Irã — Foto: Reprodução/Truth Social O advogado especializado em direitos humanos Jared Genser identificou a americana como Dena Karari. "Dena está em segurança e viajando de volta para os Estados Unidos", escreveu Genser na rede social X, agradecendo a Trump pelos esforços para obter sua libertação. O governo iraniano não confirmou nem negou que Karari tenha sido libertada. A libertação ocorreu apesar dos ataques militares americanos em território iraniano com o objetivo de reabrir a rota marítima do Estreito de Ormuz e em meio à escalada das ameaças de Trump de bombardear usinas de energia, pontes e outras infraestruturas energéticas do país persa. Três autoridades americanas disseram à Reuters que os ataques dos Estados Unidos destinados a forçar a reabertura do estreito também têm como alvo capacidades militares iranianas que Washington pretende destruir antes de realizar operações mais complexas. O Irã respondeu com ataques que, segundo Teerã, tiveram como alvo bases militares americanas no Kuwait e na Jordânia. Segundo o New York Times, Karari, de 53 anos, mora na Califórnia. Ela teve o passaporte apreendido ao visitar parentes na cidade de Shiraz, no sudoeste do Irã, em dezembro de 2024. Ela não chegou a ser presa, mas foi interrogada pelas autoridades em diversas ocasiões, informou o jornal, citando seu advogado, Jared Genser.