Em 13 de julho, o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos restabeleceriam seu bloqueio naval ao Irã e cobrariam uma taxa de 20% sobre cargas que passassem pelo estreito de Hormuz. O

Brent, referência global para o preço do petróleo, saltou 10%, para US$ 83 o barril. Naquela noite, os EUA lançaram ataques aéreos contra o Irã, que respondeu atingindo dois petroleiros emiradenses com mísseis. Ainda assim, o Brent permanece 25% abaixo do pico de abril, mesmo com a trégua assinada em junho parecendo morta e o tráfego em Hormuz praticamente paralisado.

Uma razão para os preços não terem subido mais é que os mercados de petróleo ainda consideram provável que, com as eleições de meio de mandato daqui a quatro meses, Trump ceda. Em 14 de julho, ele abandonou seus planos de pedágio, que será substituída por investimentos não especificados do Golfo nos EUA.

Um fator mais importante é que a oferta mundial de petróleo bruto atualmente supera a demanda —não porque a produção aumentou, mas porque refinarias paradas estão consumindo menos. Com 79 milhões de barris por dia (bpd), a produção global de derivados refinados permanece 8 milhões de bpd abaixo dos níveis pré-guerra

Assim, os produtos refinados continuam escassos, mesmo com a abundância de petróleo bruto. Seus preços estão entre 35% e 70% mais altos do que antes da guerra, e traders estão apostando bilhões de que subirão ainda mais.