Barril do Brent caiu a US$ 77, menor patamar desde 2 de março. Petroleiros começam a deixar Estreito de Hormuz, onde estavam parados devido ao bloqueio marítimo da via 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Esta captura de tela retirada de um vídeo disponibilizado em 18 de junho de 2026 na conta da rede X de Dan Scavino, vice-chefe de gabinete da Casa Branca, mostra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (ao centro), ao lado do presidente da França, Emmanuel Macron (à direita), de sua esposa, Brigitte Macron (à esquerda), do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e do ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, durante a assinatura de um acordo com o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, no interior do Palácio de Versailles, em Versalhes, nos arredores de Paris, na noite anterior — Foto: @Scavino47 / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 08:47 Preço do Petróleo Cai Após Acordo EUA-Irã e Reabertura de Hormuz Após acordo entre EUA e Irã, o preço do petróleo Brent caiu para US$ 77, próximo ao nível pré-guerra. O Estreito de Hormuz foi reaberto, permitindo a retomada do fluxo de petroleiros, o que pode continuar derrubando os preços. A cotação já caiu 11% nesta semana. Apesar do progresso, a normalização total levará meses. A Agência Internacional de Energia prevê excedente de oferta em 2027, o que pode aliviar a inflação. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O petróleo chegou a cair 3% nesta quinta-feira e bateu US$ 77, aproximando-se do período pré-guerra, após a assinatura do acordo entre EUA e Irã para pôr fim à guerra. O acerto libera o Estreito de Hormuz, por onde passavam cerca de 20% do petróleo mundial antes do conflito. A expectativa é que a retomada do fluxo de petroleiros derrube os preços da commodity, que atingiram mais de US$ 120 durante os bombardeios. A movimentação dos navios mostra os primeiros sinais de progresso. Três superpetroleiros carregados controlados pela empresa saudita Bahri, que estavam retidos dentro do Golfo Pérsico, deixaram o Estreito de Hormuz nesta manhã. Um navio transportando gás natural liquefeito do Catar e um petroleiro chinês também deixaram a região, segundo dados de monitoramento marítimo. — A probabilidade de o Estreito de Ormuz permanecer aberto é agora maior do que em qualquer outro momento durante a crise — afirmou Aldo Spanjer, chefe de estratégia de energia do BNP Paribas SA. No entanto, “mesmo em um cenário ideal, serão necessários vários meses para que os fluxos de petróleo voltem à normalidade”, ressaltou. Navios ancorados na entrada do Estreito de Hormuz: acordo — Foto: Amirhossein KHORGOOEI / ISNA / AFP O Irã havia declarado o fechamento do estreito depois que o país foi atacado pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro, interrompendo efetivamente essa rota. Posteriormente, os EUA também impuseram um bloqueio à passagem em uma tentativa de aumentar a pressão sobre a República Islâmica. A crise levou os contratos futuros do Brent a ultrapassarem US$ 126 por barril em abril, o maior nível desde 2022. No entanto, à medida que o processo diplomático ganhou força e os produtores encontraram alternativas para escoar cargas do Golfo, a alta começou a perder fôlego. Os contratos futuros do Brent já acumulam queda de cerca de 11% nesta semana, caminhando para a segunda perda semanal consecutiva. Com a nova queda registrada nesta quinta-feira, o petróleo de referência global, o Brent, está apenas pouco mais de US$ 5 acima do preço do início da guerra. A cotação de US$ 77 é o menor nível desde 2 de março. Por volta das 8h, o barril do Brent ainda estava em queda, mas já era negociado a um valor um pouco maior, de US$ 78,07, de queda de 1,9%. O WTI, referência para o mercado americano, para entrega em julho recuava 2,5%, para US$ 74,85 por barril. Ontem, a Agência Internacional de Energia divulgou relatório em que prevê a volta da produção de petróleo com mais força após o fim da guerra, levando a um cenário com excedende de oferta em 2027. Isso deve manter os preços em patamares mais baixos que os vistos nos últimos dias, dando alívio à inflação.