O presidente dos Estados Unidos anunciou que não irá mais aplicar a taxa de 20% sobre a escolta de navios no Estreito de Ormuz, conforme anunciado na segunda Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta terça-feira (14), estendendo os ganhos da véspera, enquanto as tensões permanecem elevadas no Oriente Médio. Os preços apresentaram certa volatilidade durante o pregão, afastando-se das máximas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que não irá mais aplicar a taxa de 20% sobre a escolta de navios no Estreito de Ormuz, conforme anunciado ontem. No fechamento, o petróleo tipo Brent (a referência mundial) subiu 1,72%, cotado a US$ 84,73 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (a referência americana) com entrega prevista para agosto teve alta de 1,54%, a US$ 79,34 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Ambos os contratos se afastaram das máximas após as declarações de Trump e momentaneamente chegaram a rondar a estabilidade, mas voltaram a subir, na medida em que as tensões permanecem elevadas em Ormuz. O presidente americano disse que não irá mais aplicar a taxa de 20% sobre a escolta de navios no Estreito de Ormuz, conforme anunciado ontem. Segundo ele, isso será substituído por "acordos de comércio e investimentos". Ele também afirmou que a via marítima, uma das mais importantes rotas de exportação de petróleo no mundo, está aberta para navegação. No entanto, pouco depois os preços do petróleo voltaram a subir, em meio a novos relatos de ataques no Irã, de acordo com as agências de notícias locais. A Guarda Revolucionária do Irã também reportou operações militares no Kuwait e no Bahrein. Mais cedo, os Emirados Árabes Unidos haviam informado que dois de seus navios petroleiros foram atingidos enquanto transitavam pelo Estreito de Ormuz. O economista Kieran Tompkins da Capital Economics avalia que os investidores estão incorporando nos preços do petróleo a possibilidade de novas interrupções no fornecimento global e pontua que, como os estoques globais de petróleo estão agora muito mais próximos de um ponto de inflexão do que estavam há alguns meses, há menos margem para absorver uma perda prolongada na oferta sem que os preços subam de forma acentuada. "Se as condições continuarem a se deteriorar, as lições extraídas das fases anteriores do conflito sugerem que há amplo espaço para que a distribuição esperada dos preços futuros do petróleo se torne muito mais ampla e incerta", ele comentou em nota. Plataforma da BP Cassia A e Cassia B em Trinidad e Tobago, no Caribe — Foto: Divulgação/BP