O projeto que criminaliza a misoginia e o que regulamenta a Inteligência Artificial devem ficar só para depois do recesso. Esta é a avaliação de parlamentares e também do governo que trabalhava para votar os textos ainda antes de 18 de julho.
A falta de consenso foi o principal motivo para o adiamento do projeto que pune discursos de ódio contra as mulheres nas redes. Principalmente por causa da resistência de parlamentares da direita, em especial o PL.
A coordenadora do grupo de trabalho que analisou o projeto, deputada Tábata Amaral (PSB-SP), dizia ter os votos suficientes para aprovar o texto.
Mas diante da forte pressão de parlamentares, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que não votará o texto nesta semana. No início do mês, ele tinha garantido a Tábata que colocaria o texto em votação.
Já o projeto que regulamenta a IA não avançou não apenas pelas divergências, mas também devido ao calendário apertado. Os deputados fizeram alterações no texto aprovado no Senado e ainda tentavam costurar um acordo em torno das mudanças.









