0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Porto do Rio — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 15:58 Exportações de bens de capital do Brasil para EUA crescem 12,8% As exportações de bens de capital do Brasil para os EUA cresceram 12,8% no primeiro semestre, apesar da queda geral no comércio bilateral, segundo o Icomex da FGV. Esse aumento é atribuído ao comércio intraindústria e intrafirma de multinacionais americanas no Brasil. As tarifas de Trump reduziram a participação dos EUA nas exportações e importações brasileiras, mas o semestre terminou com um superávit comercial de US$ 42,4 bilhões. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em meio à queda generalizada das exportações brasileiras para os Estados Unidos, um segmento destoa: o de bens de capital, único a registrar crescimento no primeiro semestre. As vendas para o mercado americano avançaram 12,8% no período, segundo dados do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) da FGV, divulgados nesta quarta-feira. Uma das explicações, segundo o economista Cláudio Considera, pesquisador associado do FGV Ibre, é o comércio intraindústria e intrafirma realizado por multinacionais americanas instaladas no Brasil com suas matrizes e filiais. E acrescenta: — Não se pode descartar que tenha havido uma antecipação das exportações diante do risco de entrada em vigor das novas tarifas. Os tarifaços impostos pelo presidente Donald Trump reduziram a participação dos Estados Unidos tanto nas exportações brasileiras, de 12,1% para 9,4%, quanto nas importações, de 16% para 13,3%, na comparação entre os primeiros semestres de 2025 e de 2026. As compras brasileiras de produtos americanos recuaram 22,3% no acumulado de janeiro a junho deste ano. Apesar desse cenário, Considera avalia que o primeiro semestre terminou com um resultado mais favorável para o comércio exterior brasileiro do que o esperado no início do ano. — O primeiro semestre termina com um superávit comercial de US$ 42,4 bilhões, US$ 12,2 bilhões acima do registrado no mesmo período do ano passado. As principais contribuições para esse aumento vieram do comércio com a China, que acrescentou US$ 7,6 bilhões ao saldo, e com a União Europeia, com alta de US$ 3,1 bilhões. Nas demais regiões, o acréscimo foi de US$ 4 bilhões — destaca o economista.