PUBLICIDADE Aprovação ocorre em meio a uma escalada da violência de colonos no território, ocupado por Israel desde 1967 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 ONU acusa Israel de impor 'apartheid' na Cisjordânia e intensificar discriminação — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 16:09 Israel destina R$ 2,2 bi para novos assentamentos na Cisjordânia Israel aprovou um orçamento de R$ 2,2 bilhões para criar 34 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada, intensificando a tensão na região. A decisão ocorre em meio a uma escalada de violência dos colonos e pressões internacionais contra a expansão, considerada ilegal pela ONU e pela maioria dos países. O ministro Bezalel Smotrich destaca a medida como histórica, enquanto sanções ocidentais se intensificam. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O gabinete de segurança israelense aprovou nesta terça-feira um orçamento de 1,3 bilhão de shekels (cerca de R$ 2,2 bilhões) para criar 34 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada. A aprovação ocorre em meio a uma escalada da violência de colonos no território ocupado e à crescente pressão internacional contra a expansão dos assentamentos israelenses, considerados ilegais por órgãos da ONU, pelos palestinos e pela maioria dos países, com base no direito internacional, embora Israel conteste essa interpretação. Segundo o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, que concorre nas próximas eleições legislativas, a medida elevará para 103 o total de assentamentos estabelecidos durante seu mandato, além de prever mais 1,075 bilhão de shekels para obras de acesso. Smotrich, líder do partido Sionismo Religioso e opositor da criação de um Estado palestino, classificou a decisão como histórica e agradeceu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pelo apoio. A aprovação ocorre às vésperas das eleições legislativas de 27 de outubro, em meio a pesquisas que indicam possível derrota de Netanyahu. "Estamos fortalecendo a segurança do Estado de Israel, eliminando a ideia de estabelecer um Estado terrorista no coração do país e consolidando nosso controle sobre a pátria na Judeia e Samaria", disse Smotrich em um comunicado, usando o termo bíblico para o território, ocupado por Israel desde 1967. Pressão sobre os assentamentos Vários países ocidentais, incluindo Reino Unido e França anunciaram recentemente novas sanções contra colonos e organizações israelenses ligados à violência e à expansão ilegal dos assentamentos na Cisjordânia ocupada, medidas classificadas como "vergonhosas" por Israel. Esses países pedem a Israel que aja "rapidamente" para garantir que "os autores da violência na Cisjordânia prestem realmente contas" e não descartam "novas medidas". O governo israelense, por sua vez, denunciou imediatamente "medidas vergonhosas", tomadas em uma "tentativa de impor uma posição política sobre o direito dos judeus de se instalar na terra de Israel e sobre o conflito israelense-palestino", reagiu o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Oren Marmorstein. Sem contar Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel, mais de 500 mil israelenses vivem atualmente em assentamentos na Cisjordânia considerados ilegais pela ONU, em meio a uma população de cerca de três milhões de palestinos. Segundo dados da Nações Unidas, a violência dos colonos israelenses na Cisjordânia vive um ritmo "recorde", com uma média de seis ataques diários. Com agências internacionais.
Israel aprova orçamento de R$ 2,2 bilhões para 34 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada
Aprovação ocorre em meio a uma escalada da violência de colonos no território, ocupado por Israel desde 1967









