Levantamento cartográfico do Financial Times aponta que a área equivalente a 5% do território israelense segundo as fronteiras de 1949; número não inclui novas ocupações na Cisjordânia Forças de segurança israelenses em uma operação militar em campo de refugiados na Cisjordânia — Foto: Zain Jaafar/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/05/2026 - 14:51 Israel Expande Ocupação em 1.000 km² Após Ataques do Hamas em 2023 Após ataques do Hamas em outubro de 2023, Israel ocupou mais de 1.000 km² em Gaza, Líbano e Síria, segundo o Financial Times. Essa área corresponde a 5% do território israelense de 1949. A maior parte da ocupação está no sul do Líbano. Expansões na Cisjordânia não foram incluídas. A ação visa conter grupos hostis e alinha-se a interesses expansionistas do governo israelense. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A campanha militar em múltiplas frentes lançada por Israel após o ataque terrorista do Hamas, em 7 de outubro de 2023, já resultou na ocupação de mais de 1.000 km² na Faixa de Gaza, no Líbano e na Síria, apontou um levantamento cartográfico realizado pelo jornal britânico Financial Times, indicando que a área representa cerca de 5% do território do Estado judeu pelas fronteiras de 1949. A expansão das forças israelenses por territórios vizinhos ocorre em um momento em que o governo emite declarações e toma medidas que respondem, alternadamente, a interesses expansionistas e de segurança de diferentes setores do espectro político. O levantamento do FT considerou mapas apresentados pelas autoridades de Israel sobre as ofensivas no Líbano e em Gaza, bem como projeções sobre o controle dos territórios na fronteira com a Síria, que após a queda do ditador Bashar al-Assad tem se reposicionado geopoliticamente na região e manteve breves disputas com Israel. Mais da metade do território ocupado ou sob ação militar israelense fica no sul do Líbano, correspondendo a 576 km². O dado não inclui expansões na Cisjordânia, onde o governo autorizou o maior número de assentamentos judaicos em décadas. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu uma nova realidade de segurança regional após o ato terrorista do Hamas. As Forças Armadas israelenses avançaram não apenas contra o grupo palestino, mas contra outras milícias hostis ao Estado judeu e alinhadas ao Irã, integrantes do "Eixo da Resistência". Além de ações diretas contra grupos como o Hezbollah e o Hamas, as estratégias reveladas liderança política e militar apontaram como exigência formas de controle territorial. No caso do Líbano, a pretensão declarada é estabelecer uma área livre da atividade militarizada do Hezbollah em uma faixa da fronteira até o rio Litani, localizado a cerca de 30 km. Incursões por terra e com apoio aéreo estão ocorrendo apesar de negociações entre os governos dos dois países, em operações que já mataram cerca de 3 mil pessoas e forçaram o deslocamento de mais de 1 milhão, segundo fontes libanesas. Plano de retirada das Forças de Israel em Gaza — Foto: Editoria de Arte / O Globo Pretensões expansionistas As propostas de intervenção em territórios vizinhos aumentou a voracidade de setores políticos da extrema direita israelense que chegaram ao poder com Netanyahu. Figuras do Gabinete do premier, como o ministro da Segurança Interna, Itamar Ben Gvir, e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, defenderam publicamente a colonização dos territórios ocupados na Faixa de Gaza. A retórica se apoia ainda na ideia de que a perda de território deve ser uma regra imposta ao inimigo derrotado. Um movimento colonial também ganhou tração na Cisjordânia, onde agências internacionais e grupos de defesa de direitos humanos palestinos e israelenses afirmam que uma onda de violência levada a cabo por grupos extremistas violentos está ocorrendo, em uma tentativa de expulsar moradores de suas terras. As pretensões de expansão territorial também se alastraram para a Síria, onde o governo israelense e a renovada administração liderada pelo ex-jihadista Ahmed al-Shara, mantém uma relação frágil. Colinas de Golã — Foto: Editoria de Arte / O Globo Shara buscou aproximação com países árabes com bom relacionamento com o Ocidente e ganhou acesso ao presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma viagem do mandatário pela Arábia Saudita e Emirados Árabes. Ainda assim, bombardeios israelenses atingiram o território sírio, em uma disputa sobre uma repressão interna a grupos drusos. Com a queda de Assad em 2024, um aliado de primeira ordem do regime iraniano, Israel avançou suas tropas para além da fronteira estabelecida nas nas colinas de Golã, alegando que a expansão era necessária para contrapor grupos rebeldes, caso o cenário caótico pós-fim do regime resultasse em disputas pelo poder. Sem posições oficiais, o Financial Times estimou a presença israelense na Síria em uma faixa de terra com área de 233 km² aproximadamente. A zona considera que a ocupação militar segue contínua de Monte Hermon, ao norte, até uma base abandonada do Exército sírio a mais de 70 km ao sul. Questionadas pelo jornal britânico, as Forças Armadas de Israel não comentaram os números em detalhe, mas afirmaram que as tropas estão "em áreas adjacentes à fronteira e em diversas zonas operacionais".
Israel ocupa mais de 1.000 km² em territórios do Oriente Médio desde ataques do Hamas, aponta jornal britânico
Levantamento cartográfico do Financial Times aponta que a área equivalente a 5% do território israelense segundo as fronteiras de 1949; número não inclui novas ocupações na Cisjordânia











