PUBLICIDADE Premier israelense afirmou que tropas já controlam 60% do território palestino e indicou afastamento dos termos do cessar-fogo com o Hamas Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu — Foto: Nathan HOWARD / POOL / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 13:24 Netanyahu Ordena Exército a Assumir 70% da Faixa de Gaza, Ameaçando Cessar-fogo O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que ordenou ao exército israelense assumir controle de 70% da Faixa de Gaza, ameaçando o cessar-fogo com o Hamas. Atualmente, as tropas controlam 60% do território. O movimento ocorre em meio a acusações mútuas de violação do cessar-fogo e uma crise humanitária na região, onde vivem mais de 2 milhões de palestinos. A trégua inicial, mediada pelos EUA, visava a troca de reféns e prisioneiros. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta quinta-feira que ordenou ao exército que assuma o controle de 70% da Faixa de Gaza, em um movimento que coloca em xeque os termos do cessar-fogo com o movimento islamista Hamas, em vigor desde outubro do ano passado. — Estamos com o Hamas nas cordas — afirmou Netanyahu, acrescentando que as tropas israelenses controlam atualmente 60% da Faixa de Gaza, um aumento em relação aos 50% de antes da entrada em vigor do cessar-fogo. — Minha ordem é avançar para 70% — declarou o primeiro-ministro durante coletiva de imprensa na Cisjordânia ocupada, parte da qual foi transmitida pelo site do Canal 12. O anúncio de Netanyahu ocorre em meio à violência na Faixa de Gaza, onde o exército israelense mantém operações militares e bombardeios. Israel e Hamas acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro, após dois anos de guerra desencadeada pelo ataque sem precedentes do movimento islamista palestino ao território israelense, em 7 de outubro de 2023. A primeira parte dessa trégua, negociada sob pressão dos Estados Unidos, permitiu a libertação de reféns israelenses mantidos em Gaza em troca da libertação de prisioneiros palestinos. A implementação da segunda fase previa o desarmamento do Hamas e uma retirada gradual do exército israelense desse território, um avanço que, há semanas, parece improvável de se concretizar. De acordo com os termos do cessar-fogo, as forças israelenses deveriam se retirar para além da chamada "linha amarela", que separava a área controlada pelo Hamas da parte do território ocupada pelo exército israelense, que correspondia a pouco mais de 50%. Na área sob autoridade do Hamas, mais de 2 milhões de palestinos vivem em condições de superlotação, sofrendo uma situação humanitária que permanece "catastrófica", denunciaram diversas ONGs em 22 de maio, acusando Israel de não cumprir suas obrigações.