O ministro das Finanças de Israel, o extremista Bezalel Smotrich, anunciou na quarta-feira (3) a aprovação de mais de 2.000 casas para colonos judeus em três assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada. O território é reconhecido pela comunidade internacional como sendo palestino, formando a base para um futuro Estado.
Smotrich, que controla parte da administração civil israelense na Cisjordânia, disse que um comitê de planejamento aprovou a construção de mil residências em um novo assentamento nos arredores de Jerusalém, 900 próximos à cidade de Nablus e outros 200, à cidade de Hebron.
Os assentamentos são ilegais perante o direito internacional —a Convenção de Genebra proíbe um país que ocupa um território de transferir sua população para a região ocupada.
"Seguimos construindo a Terra de Israel na prática", disse Smotrich, usando o termo bíblico para a região que a direita religiosa acredita ter sido prometida por Deus aos judeus. Ele deixou claro que o objetivo da expansão era impedir a concretização de um Estado palestino.
"As novas casas fortalecerão nosso controle sobre a terra, reforçarão a segurança de Israel, e estabelecerão fatos consumados que impedirão a criação de um Estado terrorista árabe no coração do país", afirmou o extremista, que está sob sanções de países como o Reino Unido e a França.











