Medida provocou críticas da oposição diante da escassez de efetivo enfrentada pelas Forças Armadas: 'vergonha' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Visão geral do Parlamento de Israel, o Knesset. — Foto: Menahem Kahana/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 19:31 Israel aprova lei que isenta ultraortodoxos do serviço militar O Parlamento de Israel aprovou uma lei que suspende a prisão de ultraortodoxos que recusarem o serviço militar, em meio a críticas da oposição pela escassez de efetivo nas Forças Armadas. A medida, aprovada por 58 a 54 votos, surge após tensas negociações lideradas por Netanyahu com partidos ultraortodoxos, que argumentam que o serviço militar prejudica estudos religiosos. A oposição, liderada por Gadi Eisenkot, criticou duramente a decisão, classificando-a como uma "vergonha". CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Parlamento de Israel aprovou nesta terça-feira (14) uma lei para suspender a prisão de estudantes ultraortodoxos que se recusarem a cumprir o serviço militar, medida que provocou críticas da oposição diante da escassez de efetivo enfrentada pelas Forças Armadas. O projeto de lei foi aprovado em suas duas últimas votações por 58 votos a 54, poucos dias antes de o Knesset, o Parlamento israelense, ser dissolvido para as eleições de 27 de outubro. Durante meses, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conduziu tensas negociações sobre o tema com os partidos ultraortodoxos que apoiam seu governo. Os líderes dessa comunidade há muito tempo se opõem ao recrutamento, argumentando que o serviço militar afastaria os jovens dos estudos religiosos e enfraqueceria seu modo de vida. Segundo um acordo que remonta à fundação do país, em 1948, os ultraortodoxos dedicados integralmente aos estudos religiosos têm sido isentos do serviço militar. No entanto, nos últimos anos aumentaram as pressões para integrá-los às Forças Armadas, enquanto Israel se viu envolvido em guerras em múltiplas frentes. A Suprema Corte de Israel também questionou repetidamente essa isenção, culminando em uma decisão de 2024 segundo a qual o governo deve recrutar os ultraortodoxos. Segundo a nova legislação, ficam suspensas até 30 de novembro as prisões de estudantes em idade de serviço militar matriculados em seminários judaicos ultraortodoxos — conhecidos como yeshivás. Será reconhecido como estudante quem dedicar pelo menos 45 horas semanais ao estudo de textos religiosos, e espera-se que o Ministério da Defesa elabore uma lista de yeshivás cujos alunos estarão abrangidos pela aplicação da lei. Ordem de demolição de Israel ameaça campo de futebol em Belém 1 de 10 Ordem de demolição de Israel ameaça campo de futebol em Belém — Foto: John Wessels/AFP 2 de 10 No início de dezembro, quando as crianças chegaram para jogar, encontraram um bilhete do exército israelense na entrada do campo — Foto: John Wessels/AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, onde frequentemente destrói casas e infraestrutura palestinas — Foto: John Wessels/AFP 4 de 10 Órgão do Ministério da Defesa israelense responsável por assuntos civis palestinos afirma que o acampamento foi construído sem autorização — Foto: John Wessels/AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Anton Salman, prefeito da cidade vizinha de Belém na época da construção do acampamento em 2021, confirmou à AFP que a construção foi legal — Foto: John Wessels/AFP 6 de 10 Município arrendou o terreno às autoridades da Igreja Armênia, a quem pertence, antes de permitir que o comitê popular do acampamento de Aida o administrasse em benefício dos moradores — Foto: John Wessels/AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Assim como outros campos de refugiados palestinos, Aida foi construído para abrigar algumas das centenas de milhares de pessoas que fugiram de suas casas ou foram forçadas a sair durante a criação de Israel em 1948 — Foto: John Wessels/AFP 8 de 10 Com o tempo, as tendas deram lugar a edifícios de concreto, que aumentaram em número à medida que a população crescia, e o campo de futebol tornou-se um dos poucos espaços abertos no campo densamente povoado — Foto: John Wessels/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Equipes esportivas juvenis reveladas ali puderam viajar para o exterior para jogar, uma fuga bem-vinda do ambiente restritivo da Cisjordânia — Foto: John Wessels/AFP 10 de 10 A mobilidade restrita é um grande problema para a maioria dos atletas palestinos, pois impede que atletas de níveis de habilidade semelhantes, de diferentes cidades, treinem juntos — Foto: John Wessels/AFP X de 10 Publicidade Israel frequentemente destrói infraestruturas palestinas na Cisjordânia Para a oposição, uma 'vergonha' Os líderes da oposição criticaram duramente a iniciativa, gritando "vergonha" no plenário durante a votação. Gadi Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas e principal adversário político de Netanyahu, escreveu na rede X que "as 58 mãos que se levantaram são as mãos da coalizão mais insensata da História de Israel". — Este é um governo que escolhe enfraquecer o Exército em meio a uma guerra brutal, enquanto os melhores filhos e filhas desta nação estão mobilizados em todas as frentes — acrescentou. Na segunda-feira, o Knesset aprovou outra lei que declarou o estudo de textos religiosos judaicos como um "valor fundamental" do Estado, norma amplamente considerada um reforço à argumentação dos ultraortodoxos em favor da isenção do serviço militar.
Israel aprova lei para suspender prisão de ultraortodoxos que recusarem serviço militar
Medida provocou críticas da oposição diante da escassez de efetivo enfrentada pelas Forças Armadas: 'vergonha'











