Nesta quarta-feira (15), se esgota o prazo final para conclusão da investigação dos EUA que pode resultar em novo tarifaço de 25% contra uma série de produtos brasileiros Mauro Vieira: 'Temos que esperar o que vai acontecer para examinar e divulgar as medidas que teremos que tomar' — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil - 18/12/2025 Na véspera da aplicação do novo tarifaço imposto ao Brasil pelos Estados Unidos, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reforçou que, do lado brasileiro, houve esforço para negociar até o último dia. "Deve ser anunciado em algum momento, brevemente. Vamos ver, examinar a base das tarifas e reagir. Não deixamos de negociar e de conversar até o último momento, até o dia de hoje houve conversas”. “Então, nós temos que esperar o que vai acontecer para examinar e divulgar as medidas que teremos que tomar para equilibrar as tarifas tomadas eventualmente para os Estados Unidos", declarou o ministro a jornalistas, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), após visita oficial da ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand. Nesta quarta-feira (15), se esgota o prazo final para conclusão da investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que pode resultar em novo tarifaço de 25% contra uma série de produtos brasileiros. Questionado sobre um possível adiamento da aplicação da sobretaxa, Vieira reforçou que o governo aguarda a posição das autoridades americanas para pensar em uma reação. "Temos que esperar para saber o que vai acontecer. Não somos nós que estamos anunciando nenhuma medida. O que nós podemos anunciar é que estamos há mais de um ano negociando com os Estados Unidos e discutindo todas as possibilidades. Nós temos muitos mecanismos, temos vários instrumentos e temos que examinar como vai ser. Nada pode ser dito ou feito antes que se saiba o que vai acontecer. Pode ser amanhã, pode ser um pouco mais à frente, e essa é a nossa posição", disse. Como noticiou o Valor, a expectativa inicial era que o governo pudesse propor uma lista de exceções para os EUA, em uma estratégia semelhante à que foi adotada quando o presidente Donald Trump anunciou a primeira leva de tarifas, em julho do ano passado. Pela proximidade com as eleições, alguns negociadores do Executivo consideram que, neste momento, há pouco espaço para discutir exceções ou flexibilizações com a Casa Branca.
Vieira diz que governo vai examinar a base das tarifas dos EUA e reagir
Nesta quarta-feira (15), se esgota o prazo final para conclusão da investigação dos EUA que pode resultar em novo tarifaço de 25% contra uma série de produtos brasileiros














