O escritório do ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad negou nesta terça-feira (14) que ele tenha sido o centro de uma operação secreta de Israel para prepará-lo como um ativo de inteligência e reconduzi-lo ao poder no Irã após a guerra.
A negativa, publicada em rede social ligada ao ex-presidente, veio um dia depois de o jornal americano The New York Times e o israelense Haaretz revelarem detalhes da operação, atribuída a autoridades americanas, israelenses e iranianas ouvidas sob condição de anonimato.
Segundo a reportagem do New York Times, o plano incluía a organização de uma conferência sobre mudanças climáticas na Hungria, usada como fachada para permitir encontros secretos entre Ahmadinejad e agentes da inteligência israelense.
A operação teria culminado logo no início da guerra entre Irã e Israel, com uma tentativa dramática de resgate do ex-presidente depois que sua residência foi atingida por um ataque aéreo —episódio após o qual, segundo o jornal, Ahmadinejad ficou desiludido com o plano e deixou o esconderijo em que estava sendo mantido.
O comunicado do gabinete de Ahmadinejad disse que a reportagem faz "alegações estilo Hollywood", criadas para minar sua popularidade. O comunicado afirmou ainda que o texto busca "explorar sensibilidades políticas decorrentes de ameaças militares", o que seria uma forma de "guerra psicológica" contra a população.














