Nas últimas décadas, a ciência da nutrição cardiovascular avançou muito, e hoje existe um raro consenso entre diretrizes internacionais: não há uma única dieta milagrosa, mas padrões alimentares capazes de reduzir de forma consistente o risco de doenças cardiovasculares (DCV). Entre eles, destacam-se a Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) e a dieta mediterrânea.

Um documento científico da American Heart Association (AHA) classifica ambas como padrões alimentares de primeira linha para promoção da saúde cardiovascular. As diretrizes da European Society of Cardiology (ESC) seguem a mesma recomendação, enfatizando maior consumo de alimentos integrais e não processados, redução do sódio e substituição de gorduras saturadas por insaturadas.

No Brasil, as diretrizes publicadas no ano passado reforçam esse alinhamento internacional. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) e da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), recomenda explicitamente a dieta DASH como intervenção não farmacológica de primeira linha, com evidências de redução de até 11 mmHg na pressão arterial sistólica.