Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 674 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com doença renal crônica, condição que reduz progressivamente a capacidade dos rins de filtrar o sangue e eliminar toxinas do organismo. Bastante comum entre os idosos, ela preocupa por evoluir de forma silenciosa e, muitas vezes, ser confundida com uma consequência natural do envelhecimento.

Com o passar dos anos, é esperado que os rins sofram uma redução gradual da capacidade de funcionamento. No entanto, essa alteração fisiológica é diferente da insuficiência renal crônica, que exige acompanhamento e tratamento médico.

“O envelhecimento provoca uma redução fisiológica da função dos rins, mas isso não significa que toda pessoa idosa desenvolverá insuficiência renal crônica. Na maioria dos casos, a doença surge pela associação entre idade, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e outros fatores que comprometem progressivamente o funcionamento renal”, explica a geriatra Dra. Priscila Guerra.

Doença costuma evoluir sem provocar sintomas

Diferentemente de outras enfermidades, a insuficiência renal crônica pode permanecer silenciosa durante muito tempo. Isso faz com que muitos pacientes descubram o problema apenas quando os rins já perderam parte importante da capacidade de filtração.