Uma auditoria do TCE-BA (Tribunal de Contas do Estado da Bahia) apontou "erros administrativos grosseiros" na compra de respiradores na pandemia de Covid-19 e recomentou a reprovação das contas ex-governador da Bahia Rui Costa (PT) relativas à gestão do Consórcio Nordeste em 2020.

O processo está em fase de instrução, será relatado pelo conselheiro João Bonfim e ainda será votado pelo colegiado do tribunal. A palavra final sobre a aprovação ou rejeição das contas é da Assembleia Legislativa da Bahia.

Rui Costa, que deixou a Casa Civil do governo Lula (PT) em abril para concorrer ao Senado, não quis se pronunciar sobre o relatório. Sua defesa junto ao TCE-BA apontou que a compra dos equipamentos foi feita em um contexto excepcional de emergência sanitária e falta de equipamentos hospitalares.

Afirmou também que a decisão de contratar a Hempcare foi tomada de forma colegiada pela assembleia de governadores e apontou um cenário de escassez global de equipamentos causado pela Covid-19 como justificativa para o pagamento antecipado.

Também defendeu que responsabilização do gestor exigiria a comprovação de dolo ou erro grosseiro, o que inexistiria neste caso, e que a administração adotou medidas imediatas para recuperar os recursos.