Estudo da EQI Research se propõe a mostrar como o envelhecimento da população brasileira deve transformar o consumo no país nos próximos anos. E segundo o levantamento, dois dos setores que serão mais beneficiados serão saúde e farmacêutico.

Dados do Bureau of Labor and Statistics, órgão do governo norte-americano, citados no relatório, mostram que o gasto médio com saúde salta de 5,5% da renda entre 55 e 64 anos para 14,1% acima dos 75 anos. No Brasil, o número de exames na saúde suplementar cresceu de 923 milhões em 2019 para 1,184 bilhão em 2024, taxa média de 5% ao ano, pelas informações do Fleury.O varejo farmacêutico também aparece como destaque. Segundo a Kaiser Family Foundation, ONG dos EUA que analisa políticas de saúde, 89% das pessoas com 65 anos ou mais tomam algum medicamento, e 54% consomem quatro ou mais remédios simultaneamente, contra 38% e 7%, respectivamente, na faixa de 18 a 29 anos.

O Instituto Credence Research projeta crescimento do mercado farmacêutico global de US$ 1,45 trilhão em 2024 para US$ 1,97 trilhão em 2032.

Na outra ponta do estudo, o setor educacional seria o mais prejudicado. No Brasil, as matrículas na educação básica recuaram em cerca de um milhão em 2025. Entre 2016 e 2025, a perda acumulada é de dois milhões de estudantes, segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), autarquia ligada ao Ministério da Educação.