0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pesquisa aponta alimentação como o maior gasto, seguido por conta de serviços públicos e aluguel ou moradia — Foto: Magnific RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 09:52 Alta no custo de vida reduz capacidade de pagamento de contas essenciais no Brasil, aponta FGV Ibre Apesar do mercado de trabalho aquecido no Brasil, a capacidade de pagar contas essenciais diminui devido ao aumento do custo de vida, revela pesquisa do FGV Ibre. Em junho, 69,1% dos brasileiros conseguiram arcar com despesas essenciais, queda em relação a fevereiro. Alimentação e transporte são os custos que mais pesam no orçamento. A pesquisa também destaca a satisfação com a qualidade do emprego, apesar de sinais de desaceleração econômica. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O percentual de brasileiros que consegue pagar as contas essenciais com a renda do trabalho recuou pelo quarto mês consecutivo: passou de 72,4% em fevereiro para 69,1% em junho. Ainda assim, o resultado é 2,6 pontos percentuais superior ao registrado em junho do ano passado. A 13ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem do Mercado de Trabalho do FGV Ibre, divulgada nesta terça-feira, é a primeira a trazer comparações interanuais. Os dados mostram um mercado de trabalho ainda aquecido, em situação melhor do que há um ano, refletindo os ganhos de renda acumulados no período. Ao mesmo tempo, começam a surgir sinais de desaceleração e de pressão do custo de vida sobre a capacidade de pagamento dos brasileiros. — Com a primeira comparação interanual da pesquisa, observamos que a maioria dos indicadores está melhor do que no ano passado. Isso demonstra que o mercado de trabalho realmente melhorou ao longo dos últimos 12 meses e continua bastante aquecido. A percepção de maior dificuldade para pagar as contas não está relacionada à falta de crescimento da renda, mas ao aumento do custo de vida. Ao mesmo tempo, já começamos a perceber alguma perda de ritmo e uma piora em alguns indicadores nos últimos meses. Apesar de ainda estar em um patamar muito favorável, o mercado de trabalho começa a perder um pouco de força neste ano, até porque a expectativa de crescimento da economia é menor do que a observada nos anos anteriores — explica Rodolpho Tobler, pesquisador do FGV Ibre e responsável pelo levantamento. A alimentação, como em todas as edições da pesquisa, lidera com folga o ranking dos gastos que mais pesam no orçamento das famílias, citada por 75% dos entrevistados. Em seguida aparecem as contas de serviços públicos (50,3%) e o aluguel ou financiamento da moradia (45,6%). Chama a atenção o avanço dos gastos com transporte entre as despesas consideradas essenciais. O percentual de entrevistados que apontou esse item saltou de 2% em junho de 2025 para 27,6% neste ano. Na avaliação de Tobler, o movimento reflete a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. O pesquisador destaca que apesar da ligeira piora nos últimos meses do indicador ligado ao orçamento doméstico, a percepção sobre a qualidade do emprego permanece positiva, apesar dos recuos nos últimos meses. Entre os entrevistados, 66,5% afirmam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o trabalho, enquanto 57,9% consideram improvável ou muito improvável perder o emprego.
Mercado de trabalho segue aquecido, mas custo de vida reduz capacidade de brasileiros pagarem contas essenciais, mostra pesquisa
Mercado de trabalho segue aquecido, mas custo de vida reduz capacidade de brasileiros pagarem contas essenciais, mostra pesquisa








