Com a atenção global mais uma vez voltada ao Oriente Médio, a Ucrânia ampliou sua guerra assimétrica contra a infraestrutura do rival e levou os combates para o mar, algo que não ocorria havia bastante tempo.
Em nove dias deste mês, 116 navios graneleiros e petroleiros associados direta ou indiretamente ao rival foram alvejados no mar de Azov, uma subdivisão do mar Negro cujas costas são todas controladas por Moscou.
Só nesta madrugada de terça (14), o comando da força de drones ucraniana disse ter atingido 11 embarcações. Não há relatos de mortos ou de perda completa dos navios, mas o impacto começou a ser registrado no fim de semana.
Exportadores de grãos do sul russo relataram a agências de notícias que o trânsito na região está restrito, o que afeta a chegada de insumos também. Nesta terça, o Ministério da Agricultura russo confirmou o problema e disse que está desviando a produção para outras regiões.
"Dada a significativa capacidade de embarque de carga agrícola de várias regiões, a logística de suprimento será redirecionada se necessário", afirmou o órgão, em nota, negando haver risco de desabastecimento. Já o chanceler Serguei Lavrov disse que Kiev promove "uma campanha terrorista".













