Dos 36 grandes conflitos em curso no mundo hoje, segundo a métrica do britânico Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, 2 se destacam pela grande latitude de seu escopo geopolítico: a invasão russa da Ucrânia e a guerra no Irã.
No sábado passado (25), Kiev ensaiou uma fusão dos embates ao atacar um navio civil iraniano no mar Cáspio. O governo ucraniano disse que a embarcação transportava equipamentos destinados às forças de Vladimir Putin, aliado da teocracia sob ataque desde o fim de fevereiro.
Os ingredientes para essa aproximação já existiam. O Irã forneceu aos russos uma primeira leva e a tecnologia para construção dos drones Shahed-136, que infernizam os céus ucranianos desde o início da guerra, em 2022.
Neste ano, os ataques retaliatórios de Teerã contra aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico levaram as nações árabes a procurar Kiev atrás de auxílio. Afinal, poucos países do mundo estão tão acostumados a lidar com drones e mísseis quanto a Ucrânia.
Até aqui, contudo, a animosidade era mais retórica. O governo de Volodimir Zelenski fez um experimento: tentou atrair os EUA para um apoio renovado a seu esforço de guerra às vésperas da visita do presidente a Donald Trump, ocorrida na terça (28).













