PUBLICIDADE Bombardeios de Kiev ajudaram a derrubar a taxa de processamento de petróleo da Rússia ao menor nível em mais de duas décadas, agravando a escassez de combustíveis no mercado interno 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Esta foto mostra fumaça subindo durante ataques com mísseis russos à capital ucraniana, Kiev, na madrugada de 11 de julho de 2026, em meio à invasão russa da Ucrânia — Foto: EVGEN KOTENKO / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 14:11 Ucrânia Intensifica Ataques a Alvos Energéticos Russos e Moscou Reage A Ucrânia intensificou ataques a alvos energéticos russos, incluindo refinarias e navios, reduzindo a taxa de processamento de petróleo da Rússia ao menor nível em duas décadas, segundo a EA Analytics. Em resposta, Moscou bombardeou instalações de combustível em Odessa. A escalada visa pressionar negociações, enquanto Kiev ataca quase diariamente infraestruturas russas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Ucrânia atingiu uma série de alvos energéticos da Rússia durante a noite, enquanto Moscou atacou instalações de combustível no porto ucraniano de Odessa, em uma nova rodada de ataques de retaliação entre os dois países. Segundo comunicado divulgado pelo Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas, Kiev atingiu duas refinarias russas, provocando incêndios em ambas, além de cinco navios-tanque e uma área de transbordo de petróleo no Mar Negro. Como resultado dos bombardeios contra refinarias, a taxa de processamento de petróleo da Rússia caiu ao menor nível em mais de duas décadas, de acordo com a consultoria EA Analytics, agravando a escassez de combustíveis no mercado interno. Kiev tem realizado ataques quase diários contra infraestruturas energéticas russas na tentativa de pressionar o Kremlin a voltar à mesa de negociações. Os ataques mais recentes tiveram como alvo a refinaria de Afipsky, no sul da Rússia, e a instalação da Gazprom Neftekhim Salavat, próxima aos Montes Urais, segundo o comunicado. Os cinco navios-tanque atingidos — além de cinco cargueiros de granéis sólidos — estavam no Mar de Azov, ao norte do Mar Negro. Enquanto isso, forças russas atacaram a região de Odessa, na Ucrânia, atingindo uma infraestrutura utilizada para descarregar e armazenar combustíveis e lubrificantes destinados às Forças Armadas ucranianas no porto de Pivdennyi, também localizado no Mar Negro, informou a agência Interfax. Pivdennyi é o maior terminal de águas profundas da Ucrânia no Mar Negro e integra o complexo portuário da Grande Odessa. Antes da guerra, era o principal porto do país em volume de cargas movimentadas e um centro estratégico para o transporte de cargas a granel e líquidos. Interrupção da navegação Após ataques realizados no início deste mês contra embarcações russas no Mar de Azov, Moscou suspendeu a navegação pelo Canal Don-Azov, que conecta o mar ao rio Don, informou a Reuters na sexta-feira. A Rússia também fechou o Estreito de Kerch, que liga o Mar de Azov ao Mar Negro, segundo a agência. A unidade da Gazprom Neftekhim em Salavat sofreu alguns danos no ataque mais recente, embora sem impacto sobre suas principais instalações, afirmou o governador da região, Radiy Khabirov, em mensagem publicada no Telegram. “Os trabalhos de reparo continuarão 24 horas por dia. Acredito que a instalação retomará as operações em ritmo normal dentro de alguns dias”, escreveu. A Gazprom não respondeu a um pedido de comentário sobre o incidente. Os serviços de emergência da região russa de Krasnodar informaram, nesta terça-feira, que um incêndio atingiu a refinaria de Afipsky, acrescentando posteriormente que as chamas foram controladas. A instalação, com capacidade para processar 180 mil barris por dia, já foi alvo de diversos ataques de drones ucranianos, mais recentemente no início de junho.