Janja disse que opta por se hospedar em embaixadas do Brasil e viaja de executiva por questão de segurança 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A primeira-dama, Janja Lula da Silva, durante ato do Levante Mulheres Vivas, em Brasília — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 20:05 Janja rebate críticas sobre gastos em viagens: "Misoginia" Janja Lula da Silva, primeira-dama do Brasil, classificou as críticas sobre seus gastos em viagens internacionais como "misoginia". Ela justifica suas escolhas de hospedagem em embaixadas e viagens em classe executiva por questões de segurança. Janja destaca ser a primeira-dama que trabalha efetivamente, enfrentando preconceito por não ter origem rica, e comparou seu papel ao de Ruth Cardoso, ex-primeira-dama e antropóloga. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A primeira-dama Janja Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que as críticas que a qualificam como "gastadeira" são "misoginia". Esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Janja se referia às viagens internacionais que fez ao longo do governo e explicou a necessidade de embarcar dias antes do marido em roteiros para o exterior. Janja se defendeu ao afirmar que opta por se hospedar em embaixadas do Brasil e viaja de executiva por questão de segurança: — Procuro me hospedar em embaixada, por questão de segurança e logística mais tranquila. Viajo de executiva por questão de segurança e não viajo de econômica por alguns regramentos que tenho que seguir. Eu respondo com trabalho que eu faço, sei o que estou fazendo e como estou fazendo. Essa questão da gastadeira é exemplo da misoginia pura que surfa nas redes sociais — disse em entrevista à Folha de São Paulo e UOL. Janja tem um gabinete no Palácio do Planalto e passou a ter a agenda divulgada diariamente após críticas de falta de transparência. Ao avaliar a própria função no governo, afirmou que é a primeira vez que o Brasil tem uma primeira-dama que trabalha "efetivamente" e que as pessoas "não estavam acostumados com isso": — Fizemos uma normativa há dois anos, regulamentou algumas questões internas e para ficar mais transparente. A sociedade brasileira nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente, vou todos os dias para o Planalto, faço reunião, faço agenda, viajo a trabalho. A sociedade e a imprensa não estavam acostumados com isso — disse. Janja também comparou seu trabalho com o da antropóloga Ruth Cardoso, ex-primeira-dama do Brasil durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso (1995 e 2002) e disse sentir "preconceito de classe" por não ter vindo de família rica. — Não se esqueça que dona Ruth era uma doutora de uma universidade importante brasileira e que isso conta muito. Tenho certeza absoluta que muito do preconceito contra mim é um preconceito de classe, não venho de uma família rica, venho de uma família pobre, fiz universidade pública, fiz universidade trabalhando, fui trabalhar fora, ralei para caramba. Não tenho mestrado e nem doutorado porque não foi essa minha opção de vida. Não queria ir para academia, não queria ser a intelectual, sempre gostei muito de trabalhar com comunidade — afirmou Janja. A primeira-dama também falou sobre sua relação com o presidente Lula. Elogiou as "coxas" do presidente, exibidas em vídeos de Lula se exercitando publicado nas redes sociais, e disse que pediu para ele lhe dar beijo de "no mínimo seis segundos": — Não tem como não amar, você viu o último vídeo das coxas do meu marido? — afirmou — Eu disse para ele: "essa história de dar só selinho de meio segundo não vale. Um beijo de tchau e bom dia tem que durar no mínimo seis segundos". Aprendam, tem que durar seis segundos.