Primeira-dama afirmou que, caso o presidente seja reeleito, o objetivo após o término do mandato é viver 'vida de um casal normal' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Janja discursa na abertura do evento do 8/1 no Planalto — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 10:04 Janja descarta carreira política e defende novas lideranças no PT Janja da Silva, primeira-dama do Brasil, afirmou que não tem intenção de disputar cargos políticos, destacando seu desejo de viver uma "vida de mulher casada" após o término do mandato do presidente Lula, caso ele seja reeleito. Ela rejeitou a percepção de falta de sucessores progressistas, afirmando que o PT deve construir novas lideranças. Janja também respondeu a críticas sobre suas viagens, classificando-as como misóginas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A primeira-dama Janja da Silva afirmou, nesta segunda-feira, que não possui a pretensão de disputar cargos políticos nas eleições. A declaração ocorreu após ela ser questionada sobre a possibilidade de ser a sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). — Não sou candidata a nada, não pretendo ser. Eu acho que meu marido tem uma responsabilidade, agora, de conduzir o país nessas próximas eleições e, se tudo der certo, ter mais quatro anos de mandato — afirmou Janja, em entrevista concedida à "Folha de São Paulo" e ao UOL. Segundo a primeira-dama, o objetivo após 2030, caso Lula seja reeleito, é aproveitar uma rotina "de mulher casada" ao lado do marido. Ela afirma que, devido aos compromissos do petista, sequer é possível "viver uma vida normal". — Depois, eu quero realmente viver minha vida de mulher casada, de a gente poder viajar tranquilo — disse. — A gente não viveu ainda. A gente não teve lua de mel, não viveu uma vida normal de um casal normal — completou. Janja também rejeitou a percepção de que o campo progressista e o PT ficarão sem candidaturas fortes após Lula. De acordo com ela, contudo, a responsabilidade de construir um novo nome é de responsabilidade também do partido, e não só do presidente. —Acho que é o partido que tem a responsabilidade, também, de construir esse nome, porque essa coisa da responsabilidade fica muito no colo do presidente Lula. Acho que o partido tem uma responsabilidade de construir esse nome para o futuro — avaliou Janja. Críticas sobre viagens Na mesma entrevista, Janja defendeu que as críticas que a qualificam como "gastadeira" são "misoginia". A esposa do presidente se referia às viagens internacionais que fez ao longo do governo e explicou a necessidade de embarcar dias antes do marido em roteiros para o exterior. — Procuro me hospedar em embaixada, por questão de segurança e logística mais tranquila. Viajo de executiva por questão de segurança e não viajo de econômica por alguns regramentos que tenho que seguir. Eu respondo com trabalho que eu faço, sei o que estou fazendo e como estou fazendo. Essa questão da gastadeira é exemplo da misoginia pura que surfa nas redes sociais — disse. Janja tem um gabinete no Palácio do Planalto e passou a ter a agenda divulgada diariamente após críticas de falta de transparência. Ao avaliar a própria função no governo, afirmou que é a primeira vez que o Brasil tem uma primeira-dama que trabalha "efetivamente" e que as pessoas "não estavam acostumados com isso": — Fizemos uma normativa há dois anos, regulamentou algumas questões internas e para ficar mais transparente. A sociedade brasileira nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente, vou todos os dias para o Planalto, faço reunião, faço agenda, viajo a trabalho. A sociedade e a imprensa não estavam acostumados com isso — afirmou.