Dupla tinha apenas três minutos para agir dentro da instituição e traçaram plano com base em vídeos gravados previamente no museu 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Roubo no Louvre: dois homens são presos por envolvimento no crime, dizem fontes próximas à investigação — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você Os suspeitos Abdoulaye N. e Ghelamallah A. revelaram que o mentor do crime esperava um roubo ainda maior. A dupla tinha apenas três minutos para agir na Galeria de Apolo. Durante a fuga apressada, uma coroa histórica da imperatriz Eugênia caiu da bolsa de um dos assaltantes. O plano foi traçado com base em vídeos gravados previamente no museu. Os criminosos aceitaram participar da ação por promessas de pagamento de até 25 mil euros. Um deles alegou que não sabia que o alvo do assalto era o Louvre. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Dois homens, identificados apenas como Abdoulaye N. e Ghelamallah A., suspeitos de participar do roubo das joias da Coroa do Museu do Louvre, em Paris, em outubro do ano passado, afirmaram em depoimento à investigação que as peças furtadas decepcionaram o mentor da ação. Sim, os itens avaliados em 88 milhões de euros (cerca de R$ 515 milhões na cotação atual) não satisfizeram o estrategista porque, segundo ele, os comparsas “poderiam ter levado mais”, de acordo com o jornal francês Le Monde, que teve acesso às transcrições dos interrogatórios. Os depoimentos foram recolhidos no mês passado por dois juízes responsáveis pela investigação. Os dois suspeitos disseram que entraram na Galeria de Apolo a pedido de um mandante, cuja identidade preferiram manter em sigilo por temerem retaliações contra seus familiares. Na ação, eles levaram oito joias históricas, mas uma das coroas, pertencente à imperatriz Eugênia, acabou sendo derrubada durante a fuga. A coroa da imperatriz Eugenie de Montijo danificada após o roubo do Louvre Museum em 19 de outubro de 2025025. — Foto: THOMAS CLOT / THE LOUVRE MUSEUM / AFP “Sim, fui eu. Ela caiu da minha bolsa”, contou Abdoulaye. “O que fizemos foi errado, é muito grave. (…) Tínhamos que pegar o máximo de joias possível. Se demorássemos mais de três minutos, sabíamos que precisávamos ir embora, caso contrário seríamos denunciados. Na minha opinião, demoramos tempo demais.” Segundo os suspeitos, eles foram recrutados apenas dois ou três dias antes da invasão. Para planejar a ação, receberam um vídeo gravado no interior da galeria, com imagens das vitrines onde estavam expostas as joias da era napoleônica. A missão era clara, contaram: “Quebrar os vidros e retirar as joias de dentro das vitrines”. Roubo no Louvre: saiba quais joias da realeza francesa avaliadas em milhões de euros foram levadas em ação de sete minutos 1 de 7 Broche relicário (1855, Bapst, Paul-Alfred) — Foto: Reprodução 2 de 7 Tiara da Rainha Marie-Amélie — Foto: Reprodução X de 7 Publicidade 7 fotos 3 de 7 Tiara da Imperatriz Eugénia — Foto: Reprodução 4 de 7 Grande laço do corpete da Imperatriz Eugénia — Foto: Reprodução X de 7 Publicidade 5 de 7 Colar e brincos de Marie-Louise — Foto: Reprodução 6 de 7 Colar da Rainha Marie-Amélie — Foto: Reprodução X de 7 Publicidade 7 de 7 Brincos da Rainha Marie-Amélie — Foto: Reprodução Ladrões usaram guindaste para invadir o museu e fugiram com as relíquias No depoimento, Abdoulaye ainda falou sobre o motivo que teria feito com que aceitasse participar da ação. No caso, ele passava por sérias dificuldades financeiras e aceitou integrar o plano já sabendo que o alvo era o Louvre. O crime, por sua vez, lhe renderia cerca de 15 mil e 20 mil euros ou “talvez mais, dependendo de quanto dinheiro o roubo rendesse”, confessou. Enquanto isso, o parceiro, Ghelamallah, afirmou que não tinha conhecimento sobre quem iria roubar. Para ele, os mandantes apenas disseram que se tratava de “uma joalheria onde fabricam joias em Paris”. “Nunca teria colocado os pés lá se soubesse”, disse ele, que acertou um pagamento entre 20 mil e 25 mil euros.