Assalto diurno de peças históricas avaliadas em US$ 102 milhões é considerado o 'roubo do século' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Roubo no Louvre: dois homens são presos por envolvimento no crime, dizem fontes próximas à investigação — Foto: AFP Roubar obras de artmuseu doe parece ser inspirador. Enquanto Berlim, um dos protagonistas da bem-sucedida série "La casa de papel", dedica-se na Netflix a assaltar, com sua gangue, uma casa de leilões e a planejar, sob encomenda, o roubo de A Dama com Arminho, de Leonardo da Vinci, um caso real está a caminho do cinema: o “roubo do século” realizado no ano passado, quando joias do Louvre foram levadas. A versão cinematográfica do audacioso roubo diurno de peças históricas avaliadas em US$ 102 milhões, realizado em 19 de outubro de 2025 no museu mais visitado do mundo, ficará a cargo do diretor francês Romain Gavras. Ele é filho do lendário cineasta greco-francês Konstantinos Gavras, mais conhecido como Costa-Gavras. Também será produzida uma série documental baseada no livro "O roubo do Louvre", investigação realizada por três jornalistas e publicada em maio pela editora Flammarion, que, segundo a AFP, já vendeu os direitos de adaptação. “A produção do filme ficará a cargo da Iconoclast, e a da série documental, da Misfits (uma empresa britânica pertencente ao grupo Mediawan)”, acrescentou a AFP. “O título, a data de estreia e o elenco do filme ainda não foram anunciados. Apenas o nome do cineasta Romain Gavras foi revelado, conhecido por dirigir 'Nosso dia chegará' (2010) e 'Athena' (2022).” Coroa da Imperatriz Eugênia, fotografada antes do roubo ao Louvre, no ano passado — Foto: S. Maréchalle/RMN-Grand Palas, Museu do Louvre No livro, os jornalistas Jean-Michel Décugis (do "Le Parisien"), Jérémie Pham-Lê ( do "Le Monde") e Nicolas Torrent (da "Paris Match") relatam como “ladrões de fim de semana” conseguiram invadir a Galeria Apolo e roubar as Joias da Coroa. Além de provocar comoção internacional, o crime desencadeou uma crise no Louvre que levou à renúncia de Laurence des Cars, a primeira mulher a dirigir o museu. A promotora responsável pelo caso revelou, em novembro, que os quatro detidos não correspondiam ao perfil de profissionais do crime organizado no estilo do filme "Onze homens e um segredo", mas sim ao de criminosos de pequeno porte dos subúrbios ao norte de Paris. A imprensa francesa informou que os ladrões deixaram cair, durante a fuga, a mais valiosa das joias — a coroa da imperatriz Eugênia, feita de ouro, esmeraldas e diamantes —, esqueceram ferramentas e outros objetos no local e não incendiaram o caminhão de mudança antes de escapar. Após quase oito meses de investigação e a prisão dos principais suspeitos, a busca pelas joias “transformou-se em um enigma complexo, um quebra-cabeça que deixa os investigadores completamente desconcertados”, segundo os três jornalistas, informa o "Libération". Esse roubo demonstra, acrescentam os autores, que “o furto de obras de arte se tornou mais um negócio para muitos criminosos” e “perdeu seu caráter sagrado. Depois da moda dos roubos a carros-fortes e dos assaltos a bancos, o submundo do crime encontrou uma nova mina de ouro”. “Alguns meses depois do que parte da imprensa rapidamente chamou de ‘o roubo do século’ (expressão que depois viralizou), a notícia agora é oficial”, informou, por sua vez, a revista Vogue. A publicação afirma que Gavras já está trabalhando em um novo roteiro ao lado de Simon Jacquet e Mourad Winter, e que a produção “vai se inspirar tanto no roubo em si quanto no frenesi midiático que o cercou, incorporando também elementos da investigação narrada em 'O oubo do Louvre'”. “O cinema de assaltos continua sendo um gênero à parte”, a revista, “um terreno fértil para cineastas que exploram incessantemente o tema do roubo, de americanos como Stanley Kubrick, Quentin Tarantino e Steven Soderbergh aos mestres franceses do gênero. Na França, Jean-Pierre Melville já havia elevado a arte do roubo em O Círculo Vermelho, com sua lendária cena de um assalto a uma joalheria parisiense.”
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