Em depoimentos acessados pelo Le Monde, dois suspeitos contam que foram recrutados de dois a três dias antes do crime e que havia um mentor, cuja identidade não foi revelada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Roubo no Louvre: vigilante diz ter ouvido 'barulho enorme e incomum' durante ação dos criminosos — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/07/2026 - 14:01 Dois Homens Confessam Roubo Milionário de Joias no Louvre Dois homens confessaram ter sido contratados por até R$ 146 mil para roubar joias avaliadas em US$ 100 milhões do Museu do Louvre. Segundo o Le Monde, Abdoulaye N. e Ghelamallah A. foram recrutados dias antes do crime por um mentor desconhecido. As joias, levadas da Galeria de Apolo, ainda não foram recuperadas. Os suspeitos temem represálias e não revelam mais detalhes sobre o mentor. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Dois homens detidos por invadir o Museu do Louvre, em Paris, e furtar joias avaliadas em US$ 100 milhões confessaram terem sido contratados para realizar o roubo por um valor entre € 15 mil e € 25 mil (R$ 87,6 mil e R$ 146 mil). A revelação foi obtida pelo jornal Le Monde, que teve acesso aos registros das duas audiências de Abdoulaye N. e Ghelamallah A. Durante os interrogatórios, que ocorreram nos dias 2 e 22 de junho, os suspeitos afirmam que um mentor (cuja identidade não revelaram por medo de represálias) organizou toda a operação, e que eles teriam sido recrutados cerca de dois ou três dias antes do roubo. Tanto Abdoulayne quanto Ghelamallah receberam um vídeo gravado dentro da Galeria de Apolo, mostrando as joias que estavam em exposição. Abdoulayne, um taxista que operava sem licença há 40 anos, disse que a missão era "quebrar as janelas e pegar as joias dentro das vitrines". Ele contou que foi recrutado porque tinha um passado "não muito bom" e por sua reputação como motoqueiro. O homem era famoso na internet no início dos anos 2000 por suas acrobacias de motocicleta, que pararam na internet sob o pseudônimo de Doudou Cross Bitume: — Sou conhecido por andar de moto, sou atlético, enérgico e engenhoso. O taxista disse ter aceitado a oferta porque precisava de dinheiro. O objetivo era o mesmo do autor do plano, que planejava vender as joias. A quantia oferecida poderia ser "mais, dependendo de quanto rendesse". 'Sabia que ia assaltar o Louvre' Aos investigadores, Abdoulayne confessou pela primeira vez que "sabia que ia assaltar o Louvre", embora seu cúmplice, Ghelamallah, tenha insistido que o alvo era "uma joalheria que fabrica joias em Paris". — Eu jamais teria posto os pés lá se soubesse disso — afirmou o argelino, de 36 anos, que também sofre da síndrome de Diógenes, distúrbio caracterizado pelo descuido extremo com a higiene pessoal e negligência com a própria moradia. Ele disse que foi informado de que o roubo valia entre € 20 mil e € 25 mil (R$ 116,8 mil e R$ 146 mil). Roubo no Louvre: saiba quais joias da realeza francesa avaliadas em milhões de euros foram levadas em ação de sete minutos 1 de 7 Broche relicário (1855, Bapst, Paul-Alfred) — Foto: Reprodução 2 de 7 Tiara da Rainha Marie-Amélie — Foto: Reprodução X de 7 Publicidade 7 fotos 3 de 7 Tiara da Imperatriz Eugénia — Foto: Reprodução 4 de 7 Grande laço do corpete da Imperatriz Eugénia — Foto: Reprodução X de 7 Publicidade 5 de 7 Colar e brincos de Marie-Louise — Foto: Reprodução 6 de 7 Colar da Rainha Marie-Amélie — Foto: Reprodução X de 7 Publicidade 7 de 7 Brincos da Rainha Marie-Amélie — Foto: Reprodução Ladrões usaram guindaste para invadir o museu e fugiram com as relíquias Os dois homens são suspeitos de serem os responsáveis, junto com outros dois homens, pela invasão da Galeria de Apolo no dia 19 de outubro passado e pelo roubo de parte das joias da coroa francesa. Foram levadas oito peças ao todo, incluindo tiaras, um broche, colares e brincos, que totalizam mais de 8.700 pedras preciosas. A coroa da imperatriz Eugênia, porém, ficou pelo caminho: — Sim, fui eu, caiu da minha bolsa — admitiu Abdoulaye, acrescentando: — O que fizemos foi errado, foi muito grave. [...] Felizmente, não sou suicida, senão teria me matado. Admiti meu envolvimento. Aceito as consequências e me arrependo. O resto [...] está além do meu controle. Dia do roubo Eles contaram que receberam instruções para se encontrar em Aubervilliers, cidade francesa em que os dois moravam, com outros dois cúmplices, cujas identidades também não quiseram revelar. Eles afirmam que o grupo viajou em um caminhão equipado com uma plataforma elevatória, acompanhado por duas motocicletas. Foi Abdoulaye quem dirigiu por todo o trajeto e assumiu o controle da empilhadeira. Antes de chegarem ao Louvre, porém, eles pararam no centro de Paris para "coordenar" a operação. Eles também contaram que disseram para eles fingirem que era uma operação de manutenção. Os suspeitos usaram uma bolsa tiracolo e um cortador elétrico, com o qual tiveram que praticar no dia anterior em um estacionamento subterrâneo. Na volta, os quatro suspeitos correram para uma van branca, que estava estacionada desde a manhã para servir como "veículo de apoio". O quarteto se dividiu em duas duplas. Enquanto Ghelamallah entrou na van com um cúmplice para "apagar seus rastros", Abdoulaye viajou com as joias na direção oposta. No local combinado, um estacionamento subterrâneo em Aubervilliers, entregou as joias ao mentor, que não ficou muito contente com o resultado da operação. — Ele achou que poderíamos ter pegado mais. Perdemos tempo entrando pela janela — contou Abdoulaye. Medo de represálias Tanto Abdoulaye quanto Ghelamallah afirmam que não sabem o que aconteceu com as peças históricas. De acordo com o taxista, "outras pessoas" estavam esperando do lado de fora do estacionamento subterrâneo para tomar posse das joias. Os dois homens recusaram-se a dar mais detalhes sobre o mentor do furto, temendo represálias contra familiares. Eles afirmam que, mesmo presos, receberam instruções "do lado de fora" para "ficar quieto", conforme disse Abdoulaye. Disseram ainda que o suposto mentor teria participado diretamente da operação. Os investigadores estão cautelosos quanto à existência de um possível mentor intelectual do crime, já que nenhum vestígio ou comunicação digital foi descoberto nesta fase da investigação. Apesar disso, não descartam completamente a teoria. Há duas linhas de investigação. A de que houve um intermediário ou idealizador, e as joias forma entregues a ele no próprio dia do assalto para que pudessem ser vendidas no exterior. E a de que não houve um mentor intelectual e que as joias permanecem, na verdade, em algum lugar na região de Paris, a qual apenas os quatro suspeitos poderiam ajudar a localizar. Uma preocupação é que as joias tenham sido desmontadas e as pedras, lapidadas novamente e revendidas como pedras individuais.
Roubo no Louvre: Suspeitos teriam sido contratados por até R$ 146 mil para levar joias, diz jornal francês
Em depoimentos acessados pelo Le Monde, dois suspeitos contam que foram recrutados de dois a três dias antes do crime e que havia um mentor, cuja identidade não foi revelada













