O xeque Hamad bin Khalifa Al Thani, ex-monarca que supervisionou a transformação do Qatar de uma península desértica pouco conhecida no Golfo Pérsico em um país com vasta riqueza e influência global, morreu no domingo (12) aos 74 anos.

Sua morte foi anunciada pela corte real, que não especificou a causa. O país declarou um período de luto público de quatro dias. Hamad é frequentemente descrito como o pai fundador do Qatar moderno.

Quando derrubou seu pai em um golpe sem derramamento de sangue em 1995, o Qatar era rico em gás natural, mas amplamente subordinado à vizinha Arábia Saudita. Hamad ajudou a transformar o pequeno país em um Estado com mentalidade mais independente, com influência política e financeira muito maior do que seu tamanho, antes de passar o poder para seu filho, o atual emir, em 2013.

Durante seu reinado, o produto interno bruto do país cresceu 24 vezes, impulsionado por enormes investimentos para desenvolver sua indústria de exportação de gás natural. O Qatar criou a rede de notícias Al Jazeera e estabeleceu um fundo soberano que agora administra aproximadamente US$ 600 bilhões em ativos. Também conquistou os direitos de sediar a Copa do Mundo de futebol masculino de 2022, em uma candidatura que foi manchada por alegações de suborno.