Países trocam ataques após confrontos no Estreito de Ormuz; governo iraniano afirma manter negociações com mediadores para evitar nova escalada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Esta imagem, extraída de uma gravação de vídeo da AFPTV em 12 de julho de 2026, mostra um navio de carga ancorando perto do Estreito de Ormuz, ao largo da costa leste dos Emirados Árabes Unidos, em Khor Fakkan — Foto: AFPTV / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 09:05 EUA e Irã em Conflito: Bombardeios Elevam Tensão no Golfo e Preço do Petróleo Os EUA bombardearam o Irã pelo segundo dia seguido, visando impedir o controle iraniano do estratégico Estreito de Ormuz, enquanto Teerã retaliou atingindo bases americanas no Golfo. A tensão elevou o preço do petróleo em 4% e ameaça um acordo de cessar-fogo firmado em junho. O Irã, apesar dos ataques, continua em diálogo com mediadores para evitar uma escalada, mas alerta que poderá abandonar o acordo se os EUA não cumprirem compromissos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As forças dos Estados Unidos voltaram a bombardear o Irã nesta segunda-feira, com o objetivo de impedir o país de controlar o Estreito de Ormuz, enquanto Teerã anunciou ataques contra bases americanas em vários países do Golfo. A retomada das hostilidades no fim de semana e o anúncio iraniano de um novo fechamento do Estreito de Ormuz, via estratégica para o comércio mundial de combustíveis, provocaram um aumento de mais de 4% no preço do petróleo. As forças americanas no Oriente Médio atingiram "sistemas iranianos de defesa aérea militar, unidades de radar na costa, capacidades de mísseis e drones e barcos pequenos", ações que pretendem impedir a República Islâmica de bloquear a passagem pelo estreito. Esta captura de tela, extraída de imagens de vídeo compartilhadas pelo Comando Central dos EUA na plataforma de rede social X e disponibilizadas pela AFPTV em 13 de julho de 2026, supostamente mostra ataques dos EUA contra instalações militares iranianas — Foto: AFPTV / AFP A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, afirmou em vários comunicados divulgados pela agência de notícias oficial IRNA que atacou a Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, um centro de comando de drones militares no Bahrein e duas bases aéreas no Kuwait. As Forças iranianas reivindicaram ainda ataques contra instalações americanas em Omã. O Exército do Kuwait confirmou nesta segunda-feira que precisou responder a "objetos aéreos hostis" lançados contra seu território. Irã divulga imagens de lançamentos de mísseis com mensagens contra alvos dos EUA no Golfo Segundo a imprensa iraniana, as ofensivas de domingo da República Islâmica também atingiram instalações militares americanas no Catar, na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein. Os ataques foram lançados após uma ampla operação americana que, de acordo com Washington, atingiu cerca de 140 alvos militares iranianos, incluindo sistemas de mísseis e drones, depósitos de munição, embarcações da Guarda Revolucionária e sistemas de defesa aérea. EUA e Irã assinaram em 17 de junho um protocolo de acordo que previa 60 dias de trégua para negociar o fim da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro por um ataque israelense e americano contra o território iraniano. Acordo ameaçado Apesar da retomada dos confrontos, o Irã afirmou nesta segunda-feira que continua mantendo conversas com mediadores do Catar, do Paquistão e de Omã para evitar uma nova escalada do conflito. — O papel dos mediadores é continuar seus esforços para evitar uma escalada das tensões – disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei. Ao mesmo tempo, Teerã advertiu que deixará de cumprir o memorando de entendimento firmado com Washington caso os EUA não respeitem seus compromissos de encerrar a guerra. — Sempre que a outra parte deixou de cumprir suas obrigações, nós também não cumprimos as nossas. Continuaremos a agir dessa forma — afirmou Baqaei em entrevista coletiva em Teerã. Os ataques entre os dois lados minam o protocolo de acordo para acabar com a guerra, que abalou a economia global. A imprensa estatal iraniana relatou ataques americanos em áreas do sul e do oeste do Irã, incluindo a ilha de Qeshm e Bandar Abbas, perto do Estreito de Ormuz. Na cidade de Mahshahr, sudoeste do Irã, "uma pessoa foi martirizada e quatro ficaram feridas" no bombardeio americano, informou uma autoridade da província de Khuzestan, citada pela agência IRNA. O Irã condenou os bombardeios americanos em seu território e criticou Washington por "deixar sem efeito todos os esforços dos últimos meses" para restabelecer a paz na região, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores. O aumento da tensão aconteceu após um ataque iraniano na madrugada de domingo contra o navio porta-contêineres M/V GFS Galaxy no Estreito de Ormuz. A embarcação sofreu danos e sua tripulação precisou abandoná-la. O episódio ocorreu horas depois de Teerã anunciar um novo fechamento da passagem marítima. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os bombardeios americanos lançados no domingo tiveram como objetivo reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações civis e comerciais que transitam pela região. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta semana que o cessar-fogo "acabou" devido aos ataques iranianos contra navios em Ormuz, por onde antes da guerra passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. (Com AFP)