A defesa do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa afirma ter feito um pedido via LAI (Lei de Acesso à Informação) para descobrir o que motivou o desinteresse do Ministério Público pelo acordo de delação premiada proposto por ele.
O advogado de Paulo Henrique, Davi Tangerino, diz que ainda não teve acesso à decisão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e só soube pela imprensa que o acordo havia sido rejeitado. O pedido de LAI, segundo ele, foi enviado no último dia 30.
Gonet argumentou que a proposta de Paulo Henrique tem "reduzida utilidade e débil eficácia potencial para os fins a que deveria servir". O desinteresse foi informado ao relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça.
"Os tópicos eleitos pelo proponente, ainda que trazidos de forma superficial (dada a ausência de termo de confidencialidade), já permitem a conclusão sobre a ausência de ineditismo", disse o PGR na manifestação do último dia 25.
Como mostrou a Folha, a defesa de Paulo Henrique fez uma apresentação verbal à PGR e à Polícia Federal sobre as linhas gerais do que pode ser entregue por ele, mas não houve a assinatura do chamado termo de confidencialidade, documento que formaliza o início das tratativas.






