Efeito Trump faz Europa considerar nova arquitetura nuclear e mais países cogitam fazer uma bombaA França anunciou uma nova estratégia nuclear e países como Suécia e Polônia cogitam construir armas nucleares próprias em meio a instabilidade de Donald Trump. Crédito: EstadãoGerando resumo“O mercado de ações não é a economia” pode ser uma expressão clichê, mas ainda é chocante ver até que ponto os dois podem seguir caminhos diferentes. Certamente o crescimento econômico deveria ser bom para os acionistas, certo? No entanto, estudo após estudo tem sugerido o contrário. Um estudo de Jay Ritter, da Universidade da Flórida, por exemplo, comparou os retornos dos mercados de ações de 16 países com o crescimento do PIB per capita entre 1900 e 2002. Os dois pareciam, na verdade, apresentar uma correlação negativa - o que significa que, quanto mais rápido um país ficava mais rico, pior tendiam a ser os resultados de seus investidores.PUBLICIDADEVale a pena ter em mente os resultados de Ritter ao analisar algumas das ações menos valorizadas do mundo. Deixando de lado breves flertes, já faz muito tempo que os grandes mercados europeus não empolgam os investidores internacionais, e não é difícil adivinhar o motivo. O FMI estima que o crescimento do PIB na zona do euro será de apenas 1,1% este ano, em comparação com 1,8% para as economias avançadas em todo o mundo e 2,3% para os Estados Unidos. Algumas bolsas periféricas e emergentes da Europa estão em alta; as principais, não.Pior ainda, a Europa parece cada vez menos preparada para o século XXI. Ela não possui gigantes da inteligência artificial para competir com os dos Estados Unidos e da China, nem centros de dados suficientes para hospedar seus modelos. Sua rede elétrica já está sobrecarregada mesmo sem eles. O mesmo vale para seu abastecimento energético, já que os europeus importam quase 60% de sua energia - uma vulnerabilidade exposta pelas guerras na Ucrânia e no Irã.PublicidadeEstátuas do touro e do urso em frente à Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha.